A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/08/2020
Na obra “A cidade do Sol”, do escritor renascentista Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade utópica, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o descaso com a exploração trabalhista na sociedade moderna brasileira, contraria a idealização formulada pelo filósofo. Nessa perspectiva, diante de uma realidade instável que mescla discussões sobre o capitalismo acentuado e sobre a escassez de direitos trabalhistas, o entrave permanece afetando grande parcela da população e exige uma reflexão imediata.
A priori, é preciso compreender as causas dessa problemática. Em um mundo marcado pelo capitalismo, é comum observar a exploração trabalhista. Segundo Karl Marx, o sistema capitalista prioriza lucros em detrimento dos indivíduos, por isso muitos empregados continuam sendo explorados, vivenciando uma realidade análoga à escravidão. Nesse prisma, nota-se que a parcela da população com condições financeiras mais baixas são as mais prejudicadas, pois precisam trabalhar e, por isso, acabam sujeitando-se a essas condições, já que muitos vivem em situação de extrema vulnerabilidade socioeconômica. Portanto, é fundamental que medidas sejam tomadas para coibir essa prática. Ademais, é fulcral salientar os impactos negativos desse quadro na sociedade brasileira. Tendo em vista que a parcela mais pobre da população é a mais explorada e sabendo que o acesso ao trabalho digno e à remuneração justa são direitos garantido pela Constituição Federal, percebe-se a ocorrência da “cidadania de papel”, termo nomeado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, que diz respeito à existência de direitos na teoria, os quais não ocorrem, de fato, na prática. Sob essa perspectiva, nota-se que a exploração trabalhista impede que as camadas menos favorecidas possam usufruir de seus direitos.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Assim, é necessário que o Ministério do Trabalho amplie os direitos dos empregados e fiscalize o seu cumprimento por intermédio de empresas públicas e privadas, a fim de amenizar esse entrave social e garantir oportunidades de trabalho mais dignas aos cidadãos. Além disso, o Ministério da Justiça deve combater a exploração trabalhista, por meio da criação de novas leis que regulamentem as dinâmicas do mercado atual, com o intuito de assegurar os direitos do trabalhador. Somente assim, notar-se-á a sociedade ideal e perfeita especificada na utopia de Campanella.