A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 21/08/2020

O protagonista de “O triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso a exploração do trabalhador torna o país cada vez mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela negligência governamental ou pelo capitalismo, o problema exige soluções urgentes.

A priori, vale destacar que, apesar de a Constituição Brasileira garantir o acesso ao trabalho digno e à remuneração justa, não é o que se observa quando se dá atenção ao desconhecimento da população sobre a exploração trabalhista. Isso porque o Ministério do Trabalho não aborda o assunto em sua grade curricular. Então, como as pessoas não são culturalizadas sobre a existência de direitos, na teoria, não conseguem usufruir deles, na prática, assim, tornam-se seres explorados devido à alienação. Destarte, nota-se uma cultura de comodismo e passividade diante do assunto.

Outrossim, vale ressaltar também o capitalismo na limitação da vivência plena da sociedade. Segundo Karl Marx, o sistema capitalista prioriza lucros em detrimento dos indivíduos, por isso muitos empregados continuam sendo maltratados e vivenciando uma realidade análoga à escravidão. Logo, a parcela da população com condições financeiras mais baixas é a mais prejudicada, pois precisa trabalhar e, por isso, acaba sujeitando-se a condições exploradoras, pois vive em situação de extrema vulnerabilidade socioeconômica. Por fim, o legado de ignorância ante ao problema tende a continuar, caso não haja intervenção.

Dessa forma, são necessárias medidas para reverter essa situação. Portanto, cabe ao MEC- como órgão responsável por promover e administrar a educação brasileira- realizar palestras e debates as quais promovam um diálogo sobre a exploração trabalhista. Por meio de projetos que abordem os direitos que são garantidos aos trabalhadores, a fim de atenuar os impactos negativos e a falta de conhecimento da população sobre o assunto. Só assim, a situação tornar-se-á diferente.