A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 23/08/2020

Como ocorrido no Brasil, entre os anos 1760 a 1870, a revolução indústrial propiciou tanto o aumento da produtividade, como também o aperfeiçoamento de grandes tecnologias fundamentais para o desenvolvimento nacional. Porém, a situação de muitos contratados na época se mostrou cada vez pior, sendo submetidos a cargas horárias que passavam das 20 horas trabalhadas, e a falta da remuneração básica pelos serviços prestados. Bem como, é visto na sociedade moderna, onde funcionários são diversas vezes explorados por seus patrões, por não entenderem de seus direitos ou por estarem desesperados necessitando do emprego, se colocam em situações deploráveis de serviço. Sendo assim, cabe o debate de tais consequências em nosso meio.

Primeiramente, é importante perceber que com o agravamento do desemprego, que chegou a 11,2% da população brasileira em janeiro de 2020, sendo 11,9 milhões de pessoas desempregadas segundo o IBGE, se facilita ainda mais a exploração trabalhista. Isto é, pelo fato de existir uma procura maior de emprego por aqueles que estão passando por fases de desespero, estes se mostram mais suscetíveis a aceitar quaisquer serviços. Por isso, seus chefes exploram de forma deliberada estes funcionários, esse aparece disfarçado em horas extras não pagas, na falsa relação familiar entre empregada doméstica e patrão, na conexão incessante com o trabalho, no “quebra-galho” para o chefe, etc. Dessa forma, é necessária uma fiscalização regrada por órgãos do governo para com essas empresas.

Além disso, a falta de acesso a informações sobre seus direitos, dificulta ao funcionário denunciar mal tratos e a exploração por parte de seu empregador. Ademais, muita das vezes seus chefes nem mesmo se importam com tal ação, sendo de total desmazelo não investirem em palestras ou até mesmo aulas dentro de seus negócios, para manter seus funcionários atualizados sobre os direitos trabalhistas. Ou seja, este relaxo por parte da indústria e governo para com seus servidores, se mostra prejudicial até mesmo para a saúde do empregado, podendo leva-lo até mesmo ao suicídio. Assim sendo, se mostra de total necessidade uma busca maior para informar funcionários sobre seus direitos.

Portanto, como foi dito pelo filósofo immanuel kant, " O ser humano é aquilo que a educação faz dele", sendo de total obrigação a parceria entre o Ministério do Trabalho (MTE) e o Ministério da Educação (MEC) juntamente com o investimento de empresas privadas na conscientização de funcionários para com seus direitos. Ademais, a criação de organizações especificas para a fiscalização e o acompanhamento de empregados em companhias que possivelmente o exploram. Dessa maneira, diminuindo a exploração trabalhista na sociedade moderna, evitando transtornos para futuros empreendimentos.