A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/08/2020
Inicialmente, deve-se dizer que a exploração trabalhista que se encontra na sociedade nos dias atuais é uma herança da escravidão que durou cerca de 400 anos. É lamentável ver que ainda há resquícios daquele período tenebroso e que a injustiça de longas horas de trabalho mal remunerado e por vezes, forçado, é realidade, em pleno século XXI, para muitas pessoas.
Além disso, convém mencionar que esse “abuso” é também consequência de uma desigualdade, que se iniciou com as revoluções industriais e o aperfeiçoamento profissional. Sem tempo e dinheiro para especialização, uma grande parte dos trabalhadores, que eventualmente perdem seus empregos para as máquinas e para a concorrência, aceitam se submeter a condições desgastantes para não se tornarem obsoletos.
Ademais, vale ressaltar que há ainda, casos de trabalhos análogos à escravidão, em que as pessoas, desesperadas por emprego e diante da promessa de moradia, comida e dinheiro, caem em emboscadas, são exploradas, forçadas a trabalhar e têm sua liberdade roubada, explica a política Ana Paula Lima. De acordo com dados de diversas instituições, o número de trabalhadores nessas condições já ultrapassa 40 milhões e a tendência é que, infelizmente, essa estatística aumente.
Dessa forma, a fim de diminuir ou até mesmo acabar com a exploração do trabalhador, é necessário que os governos mundiais fiscalizem os locais de trabalho e de produção dos bens de consumo das empresas, de modo a averiguar a situação dos empregados e penalizá-las, caso eles sejam encontrados em condições conflitantes aos seus direitos, ou seja, caso estejam explorados.