A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/08/2020
Em 1888, a lei áurea representou a proibição do trabalho escravo por parte dos negros no Brasil, motivo de apelação da sociedade e de fazendeiros usuários do serviço obrigatório. Mesmo com a carta de alforria, os negros não tinham oportunidades de emprego e viviam sempre na miséria, a única forma de restabelecimento de capital era cumprir serviços indesejáveis com poucas horas de descanso e dinheiro escasso. Hoje em dia não é muito diferente ainda é possível encontramos situações análogas à escravidão, famílias com pouca renda familiar sofre com a exploração trabalhista recebendo pouco salário e longas jornadas de trabalhos.
Antigamente o trabalho escravo era julgado pela cor da pele, atualmente ele é caracterizado pela péssima distribuição de renda. As vítimas geralmente são desempregadas que procuram uma saída para as condições precárias em que vivem, muitas delas estão nas zonas rurais ou em pequenas cidades como convencimento os patrões prometem uma boa remuneração e boas condições de trabalho. As pessoas aliciadas são levadas para longe de seus locais de origem, muitas vezes até para outros países, essas pessoas acumulam, ao longo de sua trajetória, dívidas impossíveis de serem quitadas com o ordenado que receberão dos patrões. A primeira dívida é adquirida pela passagem que levará a pessoa até o seu local de trabalho.
A escolaridade é o princípio do intelecto humano, a base para o mercado de trabalho e formação em cursos superiores. Famílias de baixa renda e que possuem muitos filhos sofrem com a miséria e precisam encontrar um modo para se alimentarem e viverem em um mundo capitalista. Estas crianças e jovens introduzidas em instituições sociais pobres já vão sendo adaptadas para o trabalho com o objetivo de ajudar em despesas grupais. Esses menores ficam prejudicados em relação à educação escolar, pois, não possuem tempo de estudar ou realizar atividades.
Portanto, é necessário que o ministério deva combater a exploração trabalhista por meio da criação de novas leis que regulamentem as dinâmicas do mercado atual, com o intuito de assegurar os direitos do cidadão e do trabalhador. Ademais, o estado precisa enfrentar o desemprego, por intermédio do incentivo à iniciativa privada, com incentivos fiscais, de modo a amenizar esse problema social.