A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/08/2020
Segundo Immanuel Kant, filósofo alemão, “o homem é o único animal que precisa trabalhar’, dessa forma, ele utiliza o conceito de trabalho como um exercício de uma força para obtenção do seu sustento. Entretanto, a mão de obra trabalhista passou por uma série de adaptações no mercado baseadas nas inovações que sugiram durante as revoluções industriais, o que resultou a substituição do serviço artesanal para o assalariado e na utilização de máquinas. Assim, a discussão sobre a exploração trabalhista na sociedade moderna torna-se de suma importância para combater problemas relacionados as grandes jornadas de trabalho e a saúde mental do trabalhador.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o sistema capitalista, criado no século XV, é a atual forma econômica que predomina na maioria dos países existentes, baseada no acumulo de capital e na propriedade privada. No entanto, o atual mercado trabalhístico exige uma grande especialização e flexibilidade dos trabalhadores, que demanda mais tempo de vida do indivíduo, para que ele se especialize e obtenha uma maior variedade de funções. É inegável que, atualmente, os direitos trabalhistas são mais eficazes, porém não elimina completamente a exploração do trabalho, pois ainda exige grande jornadas em virtude do domínio necessário. Portanto, o trabalhador tende a executar a sua função por mais tempo devido a necessidade de obtenção do seu sustento.
Urge também a importância em discutir sobre a saúde psicológica dos trabalhadores, em vista das altas cargas horárias no emprego e o descaso com a saúde emocional do operário, por parte das empresas. Dessa maneira, cada vez mais pessoas apresentam transtornos mentais causados pelo exercício em demasia do seu ofício. Assim sendo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, 9,3% da população brasileira sofre com ansiedade, ademais, a depressão é a doença mais incapacitante no mundo inteiro. Por conseguinte, muitos problemas surgem na vida do empregado devido a exposição para com essas doenças, o que pode afetar suas famílias, sua alimentação e seu descanso.
Posto isso, é de suma importância a atuação do governo na criação de leis, além de intensificar a fiscalização de maneira mais efetiva. Dessa forma, o Ministério do Trabalho deve criar uma lei que torna obrigatório consultas psicológicas disponibilizadas pelas empresas aos trabalhadores, com o intuito de atender e orienta-los, a fim de evitar as doenças emocionais geradas por grandes jornadas de trabalho. Além disso, torna-se necessário a reflexão da sociedade, para conscientização relacionada aos seus direitos trabalhistas, oferecidos pela legislação.