A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 24/08/2020
Durante a Revolução Industrial, os empresários determinavam condições de trabalho precárias para os operários e funcionários sem aumentar os salários mesmo com a produção crescendo, tudo isso para garantir um lucro maior para as empresas e indústrias. Na atualidade, essas condições não são tão diferentes para milhares de brasileiros que precisam se submeter a condições inaceitáveis de trabalho em troca de um salário super baixo, para suprir as necessidades diárias. Diante disso, é necessário analisar os fatores que ocasionam essa realidade e maneiras de solucionar esse problema.
Em primeira análise, a desigualdade social é um desafio que propicia essa barreira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a concentração de renda aumentou em 2018 no Brasil. Em vista disso, a renda de pessoas pobres diminui, fazendo com que elas precisem mais ainda de trabalho. Em contrapartida, o índice de pessoas ricas aumenta mais ainda, consequentemente, isso exige que o lucro em suas empresas cresçam, ocasionando na exploração da classe mais baixa em virtude da necessidade que possuem.
Outrossim, o número de empregos informais em razão da desigualdade social também aumenta a exploração trabalhista. Segundo o IBGE, o número de trabalhos informais superou 50% neste ano, em 11 estados brasileiros. Exemplificando, tem-se o trabalho de entrega de alimentos de aplicativos, em que muitos trabalham de 9 a 12 horas por dia, e em diversos casos esse número pode chegar a 15 ou mais de 24 horas. Muitos entregadores recebem uma quantia menor que um salário mínimo, e para ganharem mais precisam trabalhar durante horas absurdas por dia. É notório que esse é um exemplo de uma exploração trabalhista.
Portanto, para resolver essa problemática a Secretaria do Trabalho através do Ministério da Economia precisa propor medidas efetivas em parceria com o governo brasileiro para diminuir o índice de desigualdade social, que consequentemente diminuirá o número de empregos informais, através da inclusão de pessoas das classes mais baixas nos empregos com a carteira de trabalho assinada para lhes garantir seus direitos trabalhistas. Dessa forma, a exploração no trabalho será minimizada o máximo possível.
Desemprego sobe 12,9% neste ano, de acordo com o IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD