A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 24/08/2020
Segundo Karl Marx, “A burguesia não pode existir sem revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, por conseguinte, as relações de produção e, com isso, todas as relações sociais”. Esse panorama, auxilia na análise da questão sobre a exploração trabalhista na sociedade moderna, visto que as inovações do mercado, afetam diretamente os requisitos para se manter nele e as remunerações do mesmo. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro, além do papel que tem na inserção de indivíduos a esse mercado.
Em primeiro plano, evidencia-se que a economia capitalista é estruturada por um modelo de competição, no qual o indivíduo que não revoluciona, sofre a perda na concorrência e possivelmente uma periferização social. Assim, ao analisar a sociedade pela visão de Karl Marx, nota-se que as revoluções e mudanças econômicas são necessárias, pois demonstram a evolução do sistema econômico vigente. Por conseguinte, a falta de adaptação a esse sistema produz a desigualdade social, já que o indivíduo não possui os requisitos necessários para se enquadrar no sistema econômico imposto, assim, sofrendo uma exploração do sistema.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o conceito da Lei de Moore, que demonstra o tempo de 18 meses como necessário para os processadores dobrarem a velocidade de processamento. Desse modo, os instrumentos tecnológicos seguem um ritmo parecido, acabando por perpetuar o surgimento de novas profissões, por conseguinte, novas habilidades e competências. Em vista disso, os desafios para conseguir as novas habilidades necessárias para o mercado de trabalho, uma vez que essas estão em constantes mudanças. Dessa forma, os cidadãos que não conseguem se adaptar a este mercado sofrem pelo fenômeno da exploração trabalhista, assim, forçados a se manter com subempregos.
Logo, medidas públicas são necessárias para uma equidade. É fundamental, portanto, uma ação por parte do Governo Federal, em associação com o Ministério da Educação para a redução de fenômeno de exploração dos meios de trabalho. Assim, é vital uma capacitação por meio de palestras nas escolas, de forma, a atribuir as habilidades e competências necessárias para a adaptação no mercado. A partir dessas ações, será possível produzir uma equidade no conhecimento, assim, reduzindo o coeficiente Gini do Brasil.