A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 24/08/2020

No filme “Tempos modernos”, de Charlie Chaplin, as vidas cotidianas dos operários, no período da segunda Revolução Industrial, são representadas. Na trama, é mostrada a realidade exaustiva do protagonista que acaba adquirindo graves doenças ocupacionais por conta, principalmente, da sua exaustiva e abusiva jornada de trabalho. De maneira análoga, na sociedade moderna, o trabalhador ainda é alvo de exploração em seus empregos, seja por fatores históricos ou pelo atual cenário econômico nacional, de crises. Dessa forma, é válido analisar os fatores que favorecem esse quadro.

A priori, desde a metade do século XVI, no Brasil, a escravidão ainda é algo que se perpetua, mesmo que tenha sofrido alterações, tal condição é um exemplo claro de exploração na sociedade moderna. Logo, chama-se trabalho análogo à escravidão, a condição em que o indivíduo trabalhador é submetido a serviços forçados, com exaustivas jornadas de trabalho, podendo ainda ser restrito dos seus direitos humanos de liberdade de locomoção, em condições e ambientes insalubres. Tal conjuntura, que representa um crime contra a dignidade humana, tem estreita ligação com a industria têxtil e imigrantes, segundo dados do Ministério Público do Trabalho, que organiza resgates de trabalhadores nessas condições no país. Destaca-se que a prática temática é considerada uma infração pela legislação brasileira e digna de graves penas para aqueles que a praticam.

A posteriori, fatores como a crise econômica atual e a alta taxa de desempregos, favoreçam a exposição do trabalhador às condições de exploração. Hodiernamente, o país passa por uma crise econômica desde o ano de 2014 que gerou grande volume de desempregados, segundo o IBGE, os números estão próximos dos 13 milhões, o que favoreceu a taxa de informalidade, trabalhadores autônomos no Brasil. Tais trabalhadores, estão expostos a mais perigos relacionados a exploração, pois reúne pessoas de diferentes idades, inclusive menores de 18, que chegam a trabalhar por até 12 horas seguidas, por menos de um salário mínimo. Esse tipo de serviço mostra-se altamente precarizado, mas é visto como opção pelos milhares de adeptos por conta do horário flexibilizado e principal fonte de renda em períodos de necessidade, segundo a Associação Aliança Bike.

Desse modo, conclui-se o dever da implantação de medidas que minorem o problema envolvendo a exploração trabalhista na sociedade moderna. Nesse caso, é válido, que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, por meio de medidas midiáticas, forneça campanhas de conscientização das legislações do trabalho nas escolas, para que os jovens, desde cedo, aprendam sobre seus direitos e não se deixem subjugar a condições análogas à escravidão e saibam, em momentos de crise, a montarem seus próprios negócios de forma salubre, resolvendo a temática.