A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 24/08/2020

Consoante ao Poeta Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado”, a exploração trabalhista, não é um tema atual. Com  a Consolidação das Leis do Trabalho, em 1943, acreditava que os problemas, sofridos pelos trabalhadores tivessem acabado. Entretanto, na contemporaneidade, as dificuldades persistem, seja pela negligenciação dos abusos aos trabalhadores, ou pela falta de acesso a informação sobre seus direitos pelo trabalhador.

Deve-se destacar, de inicio a negligenciação dos abusos aos trabalhadores como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Rouseeau na obra “Contrato Social”, cabe ao estado viabilizar ações que garantam o bem estar coletivo. No entanto, nota-se, que a sociedade, que a exploração trabalhista rompe com as defesas do filósofo iluminista, uma vez que segundo uma investigação do jornal O Globo, em 2018, fiscais identificaram 1,7 mil casos de trabalho escravo no Brasil. Dessa forma é inaceitável, que em pleno terceiro milênio, há trabalhadores nessas situações,  violando o que é exigido constitucionalmente.

Segundo o jornal Diário de Pernambuco, 31,6% dos trabalhadores desconhecem que a jornada de trabalho no Brasil não pode ultrapassar a marca de 44 horas semanais. Dessa forma é possível ver que a falta de informação e conhecimento sobre seus direitos, tende a por os trabalhadores em situações de abuso, onde nem os mesmo tem o conhecimento de tal ato, ou seja, é tanto papel do governo cumprir as leis trabalhistas criadas em 1943, como também divulga-las, para que nenhum trabalhador seja vitima de exploração trabalhista em pleno século 21.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo o Ministério da Educação em parecia com o poder legislativo, devem criar campanhas por meio de palestras e divulgações em mídias sociais das leis trabalhistas, com profissionais da área, de forma que todos os trabalhadores tenham o conhecimento de seus direitos. É necessário uma maior fiscalização, e uma maior aplicação das leis, para que não sejam facilmente burladas. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois como diz Gabriel Pensador, “Na mudança do presente, a gente molda o futuro.”