A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 23/08/2020

Dentre os grandes desafios do século XXI, destaca-se outro conceito de trabalho escravo alinhado ao passado, denominado como escravidão contemporânea. Nesse contexto, é evidente que a exploração trabalhista vem a ser o principal ponto deste tempo em que os pessoas trabalham em condições degradantes, com exaustivas jornadas e, na maioria dos casos, recebendo muito pouco e com ausência de salário fixo. Por conseguinte, os direitos como trabalhadores e servidores, conquistados após anos de lutas, tratados e leis, deveriam ajudar a reverter os incontáveis casos de trabalhos desumanos.

Em primeira abordagem, é importante observar que os tempos mudaram, a indústria evoluiu e novos trabalhos foram surgindo. Visto isso, tornou-se indispensável a profissionalização dos encarregados, o que acabou diminuindo a taxa de empregados e expandindo o número de pessoas sem nenhum trabalho. Paralelo a esse pensamento, muitos indivíduos passaram a trabalhar duro e sem previsão de estadia para que, pelo menos, pudessem sobreviver, o que aumentou o número de pessoas que trabalham sem carteira assinada e proteção trabalhista. Desse modo, a necessidade de sobrevivência passa por cima dos direitos e as pessoas nessas situações não se dão conta, pois, muitas vezes, não tiveram meios para darem conta do que estavam sendo submetidas.

De modo complementar, o conceito da frase do filósofo J.J. Rousseau, a respeito de o homem ser livre mas vive acorrentado, persevera nos tempos de agora, visto que o homem que trabalha exaustivamente viverá sobre isso. A luz dessa ideia, torna-se notório, o desrespeito aos direitos, principalmente, humano, mas também, trabalhista. Dessa ótica, pessoas em condições desesperançosas vivendo às custas de um trabalho sem futuro, morrem em busca de uma vida humana. Com efeito, a escravidão contemporânea, mostra que pouco mudou sobre o passado, visto que pessoas em busca de uma vida melhor, acabarem sendo acorrentadas até não suportarem mais.

A partir da análise dos aspectos observados, é necessário promover ações que, de fato, possam alterar esse quadro. Logo, cabe ao Governo Federal, juntamente ao Ministério da Educação a tarefa de promover cursos profissionalizantes de forma gratuita e de grande acessibilidade, mediante a necessidade de profissionalização para que, só assim, as pessoas possam ser tratados com mais direito e respeito. Ademais, compete ao Poder Legislativo Judiciário por meio de fortificação das leis trabalhistas, com vistas a maior proteção de todos os trabalhadores. Espera-se, dessa forma, condições mais humanas e um aumento no número de empregados e um esporádico número de desempregados.