A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 23/08/2020
O filme “Corra” retrata a história de Chris, um homem que namora uma jovem branca, que o leva para conhecer os pais. Porém, ao chegar lá, nota um ambiente estranho ao ver que somente pessoas negras trabalham na casa, descobrindo que eles foram seduzidos para servi-los. Tal fato ultrapassa a barreira ficcional e torna-se presente na sociedade, na qual a exploração trabalhista tem um histórico proeminente, acarretando consequências, uma vez que, é visível que a saúde mental do funcionário não é tida como prioridade, podendo chegar a situações extremas, já que eles enfrentam péssimas condições de trabalho e não ganham nada e quando recorrem, sofrem ameaças. Nesse ínterim, é relevante analisar as principais consequências que essa problemática traz para a sociedade brasileira. Em uma primeira análise, cabe retratar que, no período da colonização do Brasil a escravidão, o trabalho exploratório era considerado comum. Depois, no período da revolução industrial, o trabalho era desgastante, sem remuneração e garantias. Na sociedade moderna esse ato permanece, de modo a pensar de outras formas, uma vez que, a sociedade vive em uma cultura capitalista que visa o lucro primeiro, sem se importar com saúde do trabalhador. Tal fato se comprova, uma vez que o indivíduo tem de cumprir as metas estabelecidas, permanecendo depois do expediente ou até mesmo, permanece trabalhando em casa, atrapalhando a vida pessoal, ou seja, não importa se o indivíduo está com algum problema pessoal, familiar, ou financeiro, o importante é que ele produza.
Outrossim, vale ressaltar que a exploração no Brasil, segundo o estudo, é mais concentrada nas áreas rurais. Embora com fim da escravidão, ainda são comuns relações de trabalho análogas a essa atividade. Antes se considerava analogia a escravidão quando o individuo era exposto às condições degradantes, trabalho forçado, restrição de locomoção devido às jornadas exaustivas, que abrangiam diversas situações, após a resinificação reconhecida legalmente, são considerados apenas os casos que o individuo possui sua liberdade limitada, dificultando ainda mais a ação dos órgãos fiscalizadores. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, de 1995 a 2017, cinquenta e duas mil pessoas foram resgatadas de trabalhos escravistas, e se as fiscalizações ocorressem após o novo conceito, 90% desses casos não seriam inclusos e muitas pessoas poderiam continuar nessa realidade desumana.
Portanto, faz-se necessária, medidas as quais alterem esse cenário que esta afetando cada vez mais os indivíduos insipientes sobre seus direitos. Logo, cabe a ação do Ministério da Saúde, ofertar tratamento psicológico as pessoas que passaram por situações traumáticas e intervenção dos poder Jurídico, Legislativo e Executivo, com o Governo, fortalecendo os órgãos fiscalizadores, aprimorando leis já existentes. Pretende-se, dessa forma, garantir o direito igual a todos sem prejudicar a saúde.