A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 24/08/2020
A exploração trabalhista há um histórico distinto. No período da colonização do Brasil, em que a escravidão era considerado comum, e no período da revolução industrial, no qual o trabalho era excessivamente desgastante, sem ganho salarial e direitos trabalhistas. Na sociedade moderna esse ato permanece pois ainda há uma cultura capitalista que visa o lucro acima de tudo.
Segundo Karl Marx, vende-se a força de trabalho como fonte de sobrevivência àqueles que possuem os meios de produção, desta forma, o trabalho fica de maneira forçado a ele. Tendo de cumprir as metas estabelecidas permanecendo depois do expediente ou então resolvendo assuntos de trabalho em casa, em horários de lazer, atrapalhando a vida pessoal do trabalhador. Em que provavelmente não recebe dinheiro extra pelo trabalho apresentado, sendo visto como “sacrifícios pelo trabalho” para ser um excelente profissional.
Além de tudo como considera o sociólogo Bauman, vive-se em uma época fluída, líquida, sem certezas, em resumo, os empregos estão desequilibrados, sem segurança, além disso, no mercado há um “exército de reservas” para a substituição dos mesmos. Em outras palavras, o trabalhador se submete a exploração pelo fato de precisar, cumprindo as exigências com medo de ser substituído. Estando nesse ritmo, é possível o desenvolvimento de doenças psicológicas, como a ansiedade e depressão nos empregados.
Portanto, diante dos fatos analisados é notório que medidas sejam tomadas. Primeiramente, uma maior fiscalização do Ministério do Trabalho, para que os horários não sejam excedidos ou então garantir que horas extras sejam devidamente pagas, empresas investirem em contratar psicólogos para garantir a saúde mental de seus funcionários. E por fim aproveitar a presença das mídias para realizar campanhas sobre os direitos dos trabalhadores, para assim se ver uma diminuição na exploração trabalhista moderna.