A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 23/08/2020
O filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, retrata o modelo de produção em massa implementado na revolução industrial, o qual priorizava o lucro em detrimento dos funcionários. Esta realidade ainda é percebida na sociedade moderna, visto que grande parte dos trabalhadores estão sujeitos a uma excessiva jornada, baixos salários e precárias condições de trabalho, que impactam diretamente em suas condições de saúde e rendimento no ofício. Em primeiro lugar, as exageradas cargas horárias que muitos trabalhadores enfrentam diariamente afetam suas esferas pessoais, uma vez que o excesso de trabalho os priva do convívio com seus familiares e de usufruir de projetos de lazer, provocando o afastamento desses indivíduos do meio social e ocasionando futuros quadros, por exemplo, de depressão e ansiedade. Além de que, as esferas profissionais também são prejudicadas, pois quanto maior o expediente de um colaborador, maior será sua exaustão, que reduzirá sua eficiência na função e poderá provocar acidentes ou até mesmo sua morte. De acordo com a OIT, Organização Internacional do Trabalho, a cada 15 segundos um trabalhador morre em razão de acidente ou doença do trabalho. Além disso, o desemprego e os baixos salários oferecidos pelo mercado formal acabam induzindo muitos trabalhadores a decidirem trabalhar por conta própria, ou seja, de maneira informal. Segundo a OIT, 61% da população ativa no mundo se encontra empregada no mercado informal, o que equivale a 2 bilhões de pessoas. Este setor não possui garantias de proteção social, direitos trabalhistas e pode até remunerar de maneira inferior ao setor formal. Toda esta ausência de normas e assistência profissional abre uma brecha aos dirigentes informais, para que os mesmos possam, mesmo que de maneira implícita, estabelecer uma relação de subordinação e exploração de seus colaboradores. Visando reduzir e combater a exploração trabalhista moderna, os governos dos países devem, por meio da OIT e da verba dos impostos, constituir e capacitar um corpo de fiscalização, para que o mesmo faça inspeções periódicas nas empresas, e, assim como os próprios trabalhadores, denunciem qualquer tipo de violação das leis ou direitos trabalhistas. Outrossim, o Estado, por meio de instituições de formação técnica, deve oferecer capacitação e qualificação profissional, para que a população esteja apta a ocupar cargos no setor formal e abandone as ocupações informais. Com isso, espera-se que a nível mundial, os trabalhadores sejam respeitados, protegidos e possam diariamente colaborar com a evolução da sociedade.