A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 23/08/2020

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. A exploração trabalhista na sociedade moderna, reflete essa realidade, uma vez que persiste influenciado pela falta de fiscalização e falta de informação emitida pelo governo, além da precária condição de vida das pessoas que aceitam um emprego de fácil exploração, mostrando desespero para ser empregado e receber qualquer salário para tentar sustentar a si e a sua família.

Conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) promulgada em primeiro de maio de 1943 na Era Vargas, o trabalhador assalariado precisa ter direitos básicos para exercer a função, como descanso semanal remunerado, férias e o cumprimento do salário mínimo. Porém a CLT nem sempre é cumprida, o que se caracteriza como exploração trabalhista, e há um aumento dessa exploração com a chegada de novos empregos, que poucas pessoas sabem dos direitos que se tem nele, por causa da precária fiscalização de contrato pelo governo e falta de informação emitida por ele.

Em síntese, a exploração do trabalho existe desde a primeira revolução industrial, os trabalhadores recebiam salários abaixo do piso salarial, faziam longas e cansativas horas de trabalho, além de pouco tempo para almoço e descanso, como exposto no filme “Tempos Modernos”, de Charlie Chaplin. Porém essa exploração não foi interrompida, cada vez mais sutis, exploram-se os sonhos das pessoas de obterem um salário digno e direitos trabalhistas, que aceitam pela precária condição de vida do trabalhador ou por causa do empregador enganar o empregado com falsas promessas.

Diante dos fatos mencionados, é mister que o Poder Legislativo, em conjuntura com grandes emissoras, aumente a fiscalização e punição do descumprimento da CLT, além de aumentar a transmissão de informação dos direitos trabalhistas existentes. Tendo em vista o cumprimento dessas leis, essa ação seria feita por meio de propagandas e penas mais rigorosas, a fim de que as empresas respeitem os trabalhadores.