A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 19/08/2020
Na obra cinematográfica “Tempos Modernos”, de Charlie Chaplin, é evidenciado o trabalho repetitivo e exaustivo, como mostra nas cenas no qual Carlitos repete seus movimentos nas máquinas em que operava, acarretando graves problemas físicos e mentais no individuo. Não longe da ficção, a exploração trabalhista é recorrente na sociedade moderna, que persiste influenciado não só pela falta de empregos, mas também pela carência de agentes para fiscalização.
Primeiramente, a falta de emprego é a principal abertura para que ocorra a exploração no trabalho, segundo o IBGE, no ano de 2017 o Brasil contava com 13,1 milhões de desempregados. Sendo assim, muitos aceitam trabalhar em condições precárias e insalubres, além de jornadas exaustivas, que resultam em muito esforço diário para receber muito menos de um salário mínimo mensal.
Outrossim, a diminuição no número de fiscalizações nos estabelecimentos se torna outro grande fator que favorece o aumento da exploração trabalhista. Segundo dados do Ministério do Trabalho, o número de operações de fiscalização nos estabelecimentos caiu em 23,5% em 2017 em comparação ao ano anterior, possibilitando um local inadequado em funcionando.
A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de determinados agentes implicados nos direitos trabalhistas. Portanto, o Ministério do Trabalho deve contratar mais fiscais e aumentar o número de inspeções em locais onde há suspeitas desse tipo de exploração, por intermédio de maior investimento nesse setor que se encontra com falta de capital. Como resultado dessa nova perspectiva, ocorrerá uma diminuição significativa dessa exploração, preservando os diretos trabalhistas dos cidadãos.