A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 22/08/2020
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão da exploração trabalhista na sociedade moderna. Nesse contexto, tornam-se evidentes como causas dessa problemática a exposição do empregado a causas desumanas bem como a extensivas horas de trabalho para receber um salário mínimo.
No filme “Tempos Modernos”, de Charlie Chaplin, pode-se ver a exploração do trabalhador para a obtenção de lucro, independente de seu estado físico ou psicológico. Mesmo após a conquista das leis trabalhistas, as quais dispõe de férias remuneradas e jornada de trabalho definida, ainda existem locais onde ocorre a exploração do trabalhador. Esse aparece muitas vezes mascarado como horas extras não pagas.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, o desemprego no Brasil chegou a atingir 13% da população em 2017. Com isso, é possível afirmar que a exploração trabalhista se torna real com o desemprego. O cidadão que está sem emprego aceita qualquer oferta que lhe é entregue, mesmo que algumas firam o seu direito. Muitas vezes, o psicológico do trabalhador não é levado em conta, gerando assim a depressão na vida do empregado, o que o leva a problemas de saúde e uma péssima produção. Dessa forma, muitas empresas demitem a pessoa, tornando pior os problemas psicológicos que já haviam.
Diante dos fatos mencionados, é mister que o Governo deve interferir nas relações trabalhistas, garantindo e melhorando os benefícios dos empregados. Como também deve fiscalizar se esses direitos estão sendo implementados. Cabe ao Ministério da Saúde, junto com as empresas privadas, o cuidado com a saúde mental e física dos trabalhadores, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. Espera-se, com isso, que o Brasil possa se tornar um país em que o trabalhador tem seus direitos respeitados.