A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/08/2020
No século XXI, no início da Primeira Revolução Industrial na Inglaterra, percebe-se uma intensa jornada de trabalho, na qual se aproximava de 16 horas diárias. Mediante às péssimas condições de serviço, sindicatos trabalhistas surgiram, isso pressionou as indústrias a melhorar o ambiente e as situações para o ofício. No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho foi desenvolvida em 1934, por Getúlio Vargas, simbolizou uma grande melhoria para o trabalhador brasileiro. No entanto, por mais que haja leis que amparam o trabalhador, ainda predomina uma constante exploração trabalhista na contemporaneidade.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar a paralisação dos entregadores de aplicativo em agosto de 2020 por todo o país, em busca de melhores disposições e segurança no trabalho, visto que arriscam a vida para realizar as entregas. Além disso, muitos trabalham de modo informal, devido à dificuldade por serviços com carteira assinada. O papa João Paulo II afirma: “O desemprego do homem deve ser tratado como uma tragédia e não como uma estatística econômica” , isso faz pensar sobre o desemprego no Brasil e como o país lida com os índices, sendo o desempregado forçado a trabalhar até 3 turnos por dia, para sobreviver.
Em suma, a alta caga horária de serviço afeta física e psicologicamente os colaboradores. Além do cansaço físico, causado pela falta de descanso, o cansaço psicológico tem impactado grande parte da população. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 10% da sociedade brasileira sofre de ansiedade, isso combinado com a pressão da exigência da função, impede o profissional em obter um bom desempenho. Tais argumentos, acarretam possíveis casos de depressão, sendo prejudicial para o indivíduo.
Em virtude dos fatos mencionados, é dever das empresas públicas e privadas oferecer acompanhamentos psicológicos periodicamente, por meio da contratação de psicólogos e terapeutas, a fim de dialogar com os funcionários, para ajudá-los mentalmente e no ofício. Outrossim, é o poder executivo -responsável pelo setor de justiça- fiscalizar as empresas e negócios, com verificações periódicas, por meio de visitas de seguranças do trabalho e psicólogos, a fim de melhorar as condições trabalhistas.