A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/08/2020
A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) que surgiu durante o governo de Getúlio Vargas, em 1943, permitiu a regulamentação dos direitos dos trabalhadores. Tais avanços, impulsionados pela globalização e industrialização que se fortaleciam, garantiu uma nova forma de trabalho que, mesmo com a resistência dos grandes operários, passou a vigorar de maneira a favorecer a classe trabalhadora tão pouco privilegiada durante todo o processo de formação do Brasil. Contudo, a exploração no ambiente de trabalho ainda é a realidade de indivíduos que carecem de especialização, o que acentua as desigualdades sociais existentes no país.
Em primeiro plano, é válido analisar a fala do filósofo Karl Marx, que afirmava que o trabalho não é a satisfação de uma necessidade, mas sim o meio para a satisfação de outras necessidades. Assim, no sistema capitalista, o trabalho que deveria ser humanizador passa a ser tratado como mercadoria, uma vez que o trabalhador vende a força de serviço como caminho para o sustento. Ademais, outro fator que implica na realidade de muitos brasileiros é a priorização do mercado em pessoas especializadas e com boa base educacional. Desse modo, a precariedade dos investimentos em educação da rede pública faz com que as desigualdades sociais se agravem, pois quem possui maior poder aquisitivo desfrutam de melhores formações e oportunidades dentro das empresas.
Em consequência disso, nota-se que muitos indivíduos sofrem com a negligência no ambiente de trabalho.Tal fato se confirma quando a disputa por vagas em serviços que são de carga horária exaustiva e possui baixa remuneração salarial se torna a realidade de uma grande parcela social brasileira. Dessa forma, de acordo com o IBGE, cerca de 12,7 milhões de brasileiros enfrentam o desemprego, o que só se agrava com a crise econômica e justifica tais submissões.Outrossim, devido as exigências impostas pelo mercado, ocorre uma limitação na seleção de pessoa para os melhores cargos, obtendo assim menor visibilidade por parte dos empregadores aos que prestam serviço em um posto mais baixo, uma vez que assim os gastos são menores.
Portanto, mudanças são necessárias para mudar o impasse. O Ministério do Trabalho deve assegurar os direitos que estão escritos na CLT garantindo melhores condições trabalhistas a essa parcela social. Assim, por meio da aprovação de propostas na Câmara dos Deputados, uma maior fiscalização voltada para os cargos que se enquadram nas condições de exploração deve ser aplicada dentro das empresas. Além disso, punições como a suspensão de atividades da corporação necessitam ser impostas para o caso de descumprimento das normas. Dessa forma, espera-se que esses trabalhadores consigam melhor amparo e representatividade no trabalho.