A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 19/08/2020

Desde a primeira revolução industrial nota-se um descaso com os trabalhadores menos qualificados, esses foram condicionados a altas jornadas de trabalho, em condições precárias e com retornos financeiros baixos. Mas, na atualidade, é sabido que para uma economia funcionar é necessário a participação de todos, desde o trabalhador com a menor qualificação, responsável pelo trabalho mais “pesado”, até o mais estudado, encarregado do mais “complexo”. Porém, os reflexos dessa revolução são vistos dos dias atuais, mas a sociedade evoluiu, e na sociedade moderna, isso deve ser mudado também.

A globalização ocorrente no mundo moderno transformou as relações entre as pessoas e o modo de trabalho, fazendo com que cada um tenha que se especializar e buscar sempre mais para conseguir um emprego de qualidade, assim os indivíduos tem que se dedicar cada vez mais a carreira profissional, demandando tempo e dinheiro, oque grande parcela da população não possui, visto que segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, apenas 1% dos brasileiros são considerados ricos. A porção mais pobre da sociedade tem que se contentar com trabalhos considerados inferiores. Logo, as empresas que ofertam esses trabalhos se aproveitam da falta de escolha dos trabalhadores para minimizar as condições de trabalho e se beneficiar.

Ademais, as consequências dessas condições de trabalho são prejudiciais a saúde física e mental dos trabalhadores, que recorrem por esses ofícios por falta de opção, de acordo com uma pesquisa da Associação Aliança Bike, criada em 2003, mais de 55% pessoas aceitam trabalhos nocivos a saúde para fugir do desemprego. O resultado de empregos com jornadas excessivas de trabalho, horas extras não pagas, descaso com a saúde do trabalhador, são doenças como ansiedade, depressão, além do cansaço, estresse e até o suicídio. Assim, pode-se perceber o contraste criado pelo sistema capitalista, onde quem tem mais condições vive em uma realidade totalmente diferente dos mais carentes.

Portanto, é fato que deve haver uma melhora na condição de trabalho, e uma oportunidade maior para os empregados. É dever do governo intervir, criando um plano estratégico que vise ajudar na elaboração e ampliação de leis que protejam direitos dos trabalhadores, para que esses tenham a quem recorrer ao terem as garantias violadas. Cabe a empresas públicas e privadas criarem estratégias para ajudar no bem estar dos trabalhadores, ofertando ajuda para cuidar da saúde física e mental dos funcionários, além da redução da carga horaria excessiva de trabalho. E por último, é papel da mídia denunciar e mostrar situações de abuso de poder de empresas, assim como irregularidades nas mesmas.