A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 24/08/2020
A Consolidação das Leis dos Trabalhistas, promulgada em 1º de maio de 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas, é um marco na luta operária pela conquista de direitos. Contudo, na sociedade atual, é perceptível as péssimas condições dos trabalhadores, os quais se veem explorados e expostos a condições desumanas, devido a carência, empecilhos nas fiscalizações e má aplicações dessas leis.
Em primeira análise, é possível notar a despreocupação no que diz respeito à saúde mental dos trabalhadores. Segundo a Previdência Pública, em 2016, cerca de 75 mil pessoas foram afastadas de seus serviços, devido a doenças como ansiedade, depressão e problemas cardiovasculares. Através dessa perspectiva, fica evidente as grandes consequências acerca do descontrole sobre o ritmo de trabalho, cobranças severas e intensa produtividade em um curto período de tempo, além da ausência de intervalos e recursos.
Ademais, vale ressaltar a importância da efetividade na garantia das leis asseguradas pelo Estado. De acordo com o filósofo Friendrich Hegel, o Estado deve proteger os seus “filhos”. Entretanto, é notório que tal problemática discorre devido o descaso diante da saúde do empregado, que muitas vezes precisa ser esquecida no ambiente de trabalho, visto que as jornadas são longas e exaustivas.
Portanto, faz-se necessário que o Governo, juntamente com os Poderes Judiciários, fortaleçam os órgãos fiscalizadores, aplicando punições mais rigorosas para as pessoas que praticam o assédio moral na jornada de trabalho, garantindo assim os direitos e benefícios dos trabalhadores. Além disso, é essencial que os órgãos públicos e privados garantam o cuidado com a saúde física e mental do empregado, assegurando a eles o acompanhamento médico e psicológico, para que o Estado possa proteger os seus “filhos” como propôs Hegel.