A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 23/08/2020
Platão, há dois milênios, idealizou a teoria da cidade justa. Em que nela tudo era perfeito. No entanto, observa-se que a tese do filósofo grego destoa da realidade brasileira, tendo em vista que a exploração laboral ainda é uma realidade para milhares de empregados. Devido à globalização, que ampliou os meios de trabalho, e o sistema trabalhista, que prioriza os lucros sem se preocupar com os funcionários, muitos indivíduos acabam não se beneficiado com os direitos que possuem. Desse modo, são explorados pelas empresas e muitas das vezes desenvolvem problemas de saúde. Reconhecendo esses fatos, fica evidente que medidas precisam ser tomadas para solucionar a problemática da exploração trabalhista no Brasil.
Em detrimento dessa questão, é relevante abordar que conforme o pensamento marxiano a economia é a base da sociedade, dessa forma, os meios de produção determinam relações, pensamentos e comportamentos humanos, nesse sentido os lucros são priorizados e os valores morais são perdidos. Além disso, com a globalização, houve inúmeras transformações no meio trabalhista, como a ampliação do local de trabalho, que acabou expandindo a carga horária. Nessa perspectiva, o trabalhador moderno fica submetido a jornadas de trabalho exaustivas, sem garantias e proteções, em busca de remuneração, que em sua maioria é menor que um salário mínimo.
Paralelo a isso, a responsabilidade da empresa com o funcionário ainda não é a adequada. No filme Tempos Modernos, de Charlie Chaplin, o modelo de produção implementado na revolução industrial é criticado. Nele o operário era submetido a jornadas esgotantes de trabalho e mesmo com diversos direitos laborais implementados a partir do século XIX, ainda nos dias atuais nem sempre são aplicados de forma correta. Assim, devido à situação em que os funcionários se encontram, é comum que desenvolvam problemas de saúde, tanto físicos quanto psicológicos, e como não são amparados pela empresa, os problemas se agravam podendo levar o indivíduo ao suicídio.
Diante do exposto, medidas são necessárias para solucionar os impasses da exploração trabalhista no Brasil, uma vez que, segundo o Papa Francisco, os direitos humanos também são violados pelas estruturas econômicas injustas. Dos meios possíveis, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ampliar os direitos e benefícios dos trabalhadores por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar a obrigação de todas as empresas fornecerem acompanhamento médico e psicológico aos funcionários. Ademais, também é papel do MTE a intensificação da fiscalização. Tudo isso, com o objetivo de fazer do trabalho um mecanismo justo e garantir ao empregado todos os seus direitos.