A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 23/08/2020
O fordismo foi um modelo de produção, inventado por Henry Ford, que visava a produção em massa. Nesse processo, os trabalhadores eram expostos a exaustivas jornadas de trabalho e condições precárias dentro das fábricas. Assim como no passado, esse problema também está presente nos dias atuais, no qual os proletários são explorados devido ao descaso do Estado e, por consequência, pode gerar uma série de doenças físicas e/ou psicológicas. Dessa forma, torna-se importante discutir a exploração trabalhista na sociedade moderna.
Em primeira análise, vale ressaltar que, conforme a Lei nº 2848, Art. 149, reduzir alguém a condição análoga à escravidão, submetendo-o a trabalhos forçados, jornadas exaustivas ou sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, é considerado crime. Contudo, sabe-se que essa lei é desrespeitada, tendo em vista os vários casos noticiados. Dentre eles, destaca-se o da diarista Neide Pereira da Silva que foi encontrada em condições análogas à escravidão, sem direitos básicos, como registro, 13º ou férias.
Paralelo a isso, a LER, Lesões por Esforços Repetitivos, e DORT, Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho são patologias que têm sua causa no trabalho e acometem tendões, músculos e nervos. Além disso, a Síndrome de Burnout é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante do excesso de trabalho. Nesse contexto, percebe-se que as más condições de trabalho são responsáveis por doenças físicas e mentais.
Diante do exposto, evidencia-se que a exploração trabalhista na sociedade moderna é uma problemática que precisa ser solucionada. Para isso, o Ministério da Economia, órgão governamental responsável por questões trabalhistas que antes eram de responsabilidade do extinto Ministério do Trabalho, deve, por intermédio de fiscalizações, punir empregadores que desrespeitam a lei, a fim de reduzir os abusos sofridos pelos empregados.