A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 24/08/2020
Com a Revolução Industrial, várias mudanças ocorreram no campo do trabalho, sendo uma delas a expansão da produção, que aumentou as jornada de trabalho. Como resultado, a exploração do proletariado aumentou de forma significativa, e ainda é possível observar serviços forçados, condições de trabalho precárias, salários baixos ou escassos e condições semelhantes à escravidão na sociedade moderna. Dessa forma, pode-se evidenciar a importância do combate a esta grave situação.
Consoante ao Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.”, contudo, na contemporaneidade a realidade afronta tal decreto. Nesse contexto, vale avaliar que de acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 40 milhões de pessoas foram vítimas da escravidão moderna mundialmente em 2016.
Tendo em vista a afirmação de Confúcio - pensador e filósofo chinês -, “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.”, portanto, é notório que não agir com o fito de combater a exploração trabalhista e garantir uma sociedade mais justa e igualitária é, além de permanecer no erro, cometer um novo. Ademais, vale ressaltar também que condições precárias de trabalho e situações análogas à escravidão podem refletir diretamente na saúde de quem é vítima de tal realidade, não só fisicamente, como psicologicamente, o que pode prejudicar de forma efetiva suas vidas e até impedi-los de realizar seus trabalhos.
Urge, portanto, que a Organização Internacional do Trabalho realize ações que busquem garantir os direitos dos trabalhadores, através da aplicação de punições para empresas que não cumpri-los. Além disso, a realização de fiscalizações nos locais de trabalho e nas empresas também é necessário para que a efetivação do serviço ocorra, visando a promoção de mais qualidade de vida e a diminuição das desigualdades sociais existentes na sociedade atual.