A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 22/08/2020
A chamada crise do fordismo-keynesianismo pode ser considerada um marco histórico no contexto da sociedade capitalista. Nasce um expressivo reordenamento no mundo do trabalho, incitado a partir da massiva introdução de novas tecnologias na produção e impõe grandes metamorfoses para o trabalho, o que acaba por imprimir novos traços à face da classe trabalhadora, a chamada Reestruturação Produtiva.
A Reestruturação Produtiva é um processo que se iniciou na segunda metade do século XX e que correspondeu ao processo de flexibilização do trabalho na cadeia produtiva e ao processo de implementação do Neoliberalismo, esse modo de produção é fundamental para uma sociedade capitalista. Entretanto, na perspectiva de Karl Marx, o processo de trabalho, quando acontece como consumo da força de trabalho pelo capitalista, apresenta dois fenômenos inseridos na dinâmica desse modo de produção, no qual ao capitalista pouco importa o conteúdo físico dos produtos do trabalho ou mesmo do processo dele, pois o que vale é a quantidade de valor excedente produzido, a mais-valia.
Na contemporaneidade, apesar da expansão tecnológica, as dificuldades de inserção no mercado de trabalho é uma realidade preocupante: as altas taxas de desemprego, a intensificação do ritmo de trabalho, crescimento do trabalho temporário e de tempo parcial, e para os que permanecem no emprego a chamada “síndrome dos sobreviventes”, medo e angústia que acompanham os não demitidos. É cabível também ressaltar as irregularidades no momento da contratação, as vítimas muitas das vezes não possuem conhecimento dos direitos trabalhistas, tais como carteira assinada, férias, remuneração, dentre outras. Assim, ocorre no serviço doméstico, onde há também uma falsa relação familiar, entre o chefe e o empregado. Outro exemplo, é no âmbito do serviço de delivery, motoboys recebem muito menos que um salario mínimo, trabalham com a exaustão, a ansiedade e ficam a mercê das imposições do seu patrão.
Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho amplie e revise os diretos dos empregados visando uma maior fiscalização nas empresas para que haja um cumprimento maior perante ao bem estar do trabalhador, e seus direitos. Cabe aos órgãos públicos e privados ceder acompanhamento psicologísticos e médico aos empregados, também é preciso que o sindicato dos trabalhadores conscientize, através de mídias, propagandas o conhecimento sobre os direitos trabalhistas, assim contribuindo que o trabalhador venha a possuí uma maior educação acerca do seus direitos.