A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 22/08/2020

Segundo o sociólogo Karl Marx, “o trabalho não é a satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer outras necessidades”. Sob essa perspectiva, nota-se que a procura constate de emprego e a barreira da crise econômica, fazem com que que as pessoas aceitem cargos na qual são exploradas. Podendo assim, causar o estresse e em casos mais graves, o suicídio. Diante disso, analisar o contexto é fundamental para contornar esses entraves.

Deve-se considerar, antes de tudo que, o trabalhador é submetido a certas situações por anseio da falta de renda. Pode-se citar que o sociólogo Émile Durkheim, defendia que o trabalho une os indivíduos na sociedade. Dessa forma, a população necessita de um cargo remunerado que atenda as demandas básicas de sobrevivência, porém, o atual cenário da falta de emprego e a crise econômica do país, levam os indivíduos a aceitarem cargos que não lhe favorecem, não pagam hora extra, não possuem férias remuneradas, e em alguns casos não apresentam carteira assinada, aumentando ainda mais essa exploração trabalhista. Além disso, é importante destacar que o trabalhador é sempre o mais prejudicado dessa problemática.

Sabe-se que é importante destacar a irrelevância com a saúde mental dos trabalhadores. Visto que, segundo o site UOL, o Japão reconhece 2 novos suicídios por excesso de trabalho no país, onde as empresas só se importam com o que o trabalhador produz. Citando a frase “time is money” do modelo fordista, no qual o empregado trabalha o máximo de tempo para arrecadar mais dinheiro para empresa. Sendo assim, o indivíduo acarreta sérios problemas de saúde, pois não possui tempo para atividades básicas do dia a dia, como comer e dormir, nem para a atenção e lazer familiar. Podendo assim, gerar a depressão, e em casos graves, o suicídio. Diante desse cenário, é notória a necessidade de uma ação mais efetiva do governo.

Torna-se evidente, portanto que, é preciso adotar medidas para atenuar esse impasse. Para isso, o Ministério da Justiça deve combater a exploração trabalhista, por meio da criação de novas leis que regulamentem as dinâmicas do mercado atual, com o intuito de assegurar os direitos do cidadão e do trabalhador. Ademais, o estado precisa enfrentar o desemprego, por intermédio do incentivo à iniciativa privada, com incentivos fiscais, a fim de amenizar esse problema social e garantir oportunidades de trabalho mais dignas às pessoas.