A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 18/08/2020
Desde a colonização, quando negros oriundos da África desembarcaram no Brasil de forma forçada, começou-se a apropriação de sua liberdade. Embora a opressão se manifeste de diferentes maneiras, está sendo ocultada diante à sociedade atualmente, o que traz o imbróglio da exploração trabalhista vir a tona. Destarte, isso se reflete na formação social do povo brasileiro. Além disso, se torna evidente uma ausência de estabilidade de emprego.
Em primeiro lugar, o histórico de colonização de exploração faz analogia contemporânea e segue enraizado na cultura trabalhista. Segundo Gilberto Freyre, em “Casa-Grande e Senzala”, a escravidão fortaleceu a sociedade patriarcal onde o homem branco, dono da Casa Grande, era o proprietário de terras e escravos. Nesse cenário, cria-se uma sociedade sempre dependente de um senhor poderoso e incapaz de governar a si mesma. Por conseguinte, a exploração do trabalhador se faz em turnos exorbitantes, condições insalubres de trabalho e baixa remuneração.
Ademais, o empregado se mantem dependente do trabalho, mesmo em condições exploratórias. Essa reflexão se coaduna com a canção do Projota, moderno compositor brasileiro, com versos “eles camuflaram o chicote, mudaram o nome de escravo para trabalhador”. Percebe-se a obrigatória sujeição a determinações do patrão, haja vista necessidade do salário e a intensa competição no mercado de trabalho. Logo, forças maiores, como a sustentação da família, configura-se um motivo para manter o trabalhador em decisão estática.
Torna-se evidente, portanto, a mister necessidade de atenuação do contexto em que os trabalhadores estão expostos na sociedade moderna. Assim, cabe a Organização Internacional do Trabalho combater a exploração trabalhista, mediante criação de novas leis e intensificação das mesmas, com fito de assegurar os direitos do cidadão e trabalhador. Outrossim, compete ao Ministério do Trabalho enfrentar o desemprego, por meio do incentivo à iniciativa privada, como incentivos fiscais, a fim de amenizar problema social vigente e garantir plenas oportunidades para trabalhadores. Dessa forma, o Brasil rompirá com o histórico escravista do período colonial.