A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 22/08/2020
No filme estadunidense, “Tempos Modernos”, situado na época da Revolução Industrial, o personagem principal, Charles Chaplin, é empregado em uma linha de montagem, onde é submetido a jornadas exaustivas e maus tratos. De mesmo modo, fora da ficção, a exploração trabalhista na sociedade moderna persiste no Brasil até os dias atuais. Diante disso, cabe analisar tanto o descaso para com os proletariados quanto as consequências do abuso sofrido por eles, em busca de soluções eficientes para acabar com esse impasse.
Em uma primeira abordagem, deve-se pontuar que existem diversas leis profissionais, no entanto, por causa da negligência governamental e empresarial, as normas não são totalmente aplicadas. Nesse contexto, de acordo com os dados do Ministério Público do Trabalho, o número de casos de empregos em condições degradantes aumentou em 7,63%. Desse modo, por conta da falta de fiscalização e penas rígidas, a ocorrência de serviços em péssimas condições aumentam drasticamente.
De modo complementar, outro fator relevante é que a desumanização e a intensa cobrança de produtividade e lucro, podem ocasionar doenças ocupacionais e problemas psicoemocionais nos empregados. Nesse sentido, uma pesquisa realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirma que estresse e longas jornadas de trabalho contribuem para mortes de quase 2,8 milhões de trabalhadores todos os anos. Assim, visto esses dados, é de extrema importância um maior cuidado sobre a saúde do trabalhador e a despriorização da renda financeira.
Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para erradicar essa problemática. Logo, cabe ao Ministério do Trabalho a tarefa de realizar fiscalizações mais efetivas sobre as legislações trabalhistas, por meio da polícia e denúncias anônimas, com ajuda de funcionários, com o fito de finalizar a exploração. Ademais, convém também a Organizações Não Governamentais (ONGs) promover a disseminação de informações sobre os direitos desses contratados, por meio de palestras e manifestações midiáticas. Desse modo, pode-se pensar em uma sociedade diferente do filme Tempos modernos.