A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 19/08/2020

O trabalho é determinante na vida social do indivíduo por representar a sua identidade individual e coletiva e auxiliar na manutenção dos vínculos sociais. Entretanto, a instauração da doutrina econômica neoliberal e a presença da mão de obra excedente na sociedade moderna possibilitam que o cenário trabalhista atual seja caracterizado pela exploração.

Em primeiro plano, é valido ressaltar que o modelo atual de organização da produção capitalista, neoliberalismo, facilita a ocorrência da exploração no ambiente trabalhista. Isso visto que esse modelo econômico diminui o papel do Estado nas políticas sociais e desregulamenta as relações de trabalho. Assim, o trabalho começa a restringir a liberdade do trabalhador, como, por exemplo, com a carga horário excessiva e o salário insuficiente. Prova disso é que, segundo os dados do Índice Global de Escravidão, cerca de 45 milhões de pessoas no mundo ainda estão sob regime similar ao da escravidão.

Além disso, vale reconhecer que a mão de obra excedente faz parte da conjuntura produtiva atual. Assim, observa-se um aumento no número de desempregados e, consequentemente, a exigência de um trabalhador mais qualificado e multifuncional. Nesse contexto, como a introdução do trabalhador no trabalho informal é mais rápida do que a sua qualificação, examina-se um aumento nesse tipo de trabalho, caracterizado por não apresentar uma regulamentação que garanta os direitos trabalhistas, tornando-o suscetível à exploração. Exemplo disso é que na China, país com mão de obra excedente, é comum o sistema 996, que prega que a jornada de um trabalhador deve compreender 72h semanais.       Conclui-se, portanto, que a doutrina econômica neoliberal e a mão de obra excedente contribuem para a exploração no trabalho. Nesse contexto, é importante que o Governo incentive a denuncia de situações de exploração trabalhista por meio de palestras e campanhas publicitárias na mídia televisiva. Assim, ocorrerá a presença permanente de fiscalização nos locais onde há maior incidência de denúncias por meio do acompanhamento de um aparato policial que garanta a sua plena execução e minimize a exploração trabalhista na sociedade moderna.