A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 20/08/2020

Estreada no ano de 2003, na série “As visões de Raven”, a personagem principal simboliza, de forma recreativa, a previsão de um evento adverso que pode ocorrer no presente. Analogamente, no Brasil, a exploração trabalhista na sociedade moderna é algo existente e, se não for afrontada, ocasionará efeitos drásticos ao corpo social. Dessarte, é crucial que planos sejam aplicados para alterar esse nocivo cenário que possui como causas: a negligência Estatal e o descaso e silenciamento social.

Mormente, é fulcral destacar que o óbice em questão deve-se muito à baixa atuação do Governo no que se concerne à elaboração de políticas públicas que coíbam, de maneira efetiva, o princípio e o desenvolvimento da exploração trabalhista na sociedade. De acordo com o pensador inglês Thomas More, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, não obstante, percebe-se que isso não ocorre no Brasil. Consoante a isso, segundo um levantamento realizado pela Associação Aliança Bike  (Associação Brasileira do Setor Especializado de Bicicletas), entregadores por aplicativo trabalham pouco mais de 12 horas diárias, em condições desumanas,  e ganham, em  média,  pouco mais de 990 reais por mês. Desse modo, faz-se mister que ocorra uma reformulação dessa postura estatal de maneira urgente.

Outrossim, é inegável pontuar que a exploração trabalhista na sociedade moderna encontra terra fértil no descaso e silenciamento social. Nessa lógica, o filósofo Karl Marx teceu diversas críticas, em suas obras, acerca da atuação governamental em relação a educação cidadã nas sociedades. Em se tratar da exploração trabalhista, torna-se notório que as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado não promove a conscientização social em nenhuma de suas instâncias, como escolas e meios de comunicação, ferindo, assim, a cidadania e as garantias constitucionais. Em vista disso, interfere-se com o imbróglio pontuando outra causa do problema.

Isto posto, é inegável a necessidade de intervenção no que tange a problemática. Para tanto, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, deve criar núcleos especializados em dar uma maior assistência jurídica aos trabalhadores que denunciarem a exploração trabalhista, além da elaboração de políticas públicas para orientar a população brasileira a respeito de tal prática, de modo que ocorra a massificação do termo na sociedade, por meio de propagandas informativas acerca do tema. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em nível mundial, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, os cursos deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, a finalidade de tal efeito encontra-se em diminuir o número de casos e proporcionar uma consciência coletiva.