A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 20/08/2020
A Idade Média, período vigente até o século XV, foi marcada pelo sistema feudal, que tinha como base a troca de mercadorias que excediam a produção da subsistência familiar. Contudo, após a queda desse período, a Idade Moderna propiciou a criação do sistema capitalista, regime o qual se baseia na geração de capital e na circulação de mercadorias em massa. Dessa forma, a sociedade contemporânea está atrelada as novas formas de produtividade, o que obriga o alcance de metas utópicas e compromete a saúde física e mental dos trabalhadores. Sendo assim, tais circunstâncias evidenciam o defasado sistema trabalhista e a expressiva exploração por parte da burguesia
Em primeiro plano, sob a ótica do sociólogo Karl Marx, há a teoria de que os detentores dos meios de produção são as classes dominantes em relação aos proletariados. A analogia de Marx refere-se a pirâmide hierárquica entre o trabalhador e o chefe, bem como as consequências dessa segregação, já que o prejudicado sempre será o elo mais fraco. Nesse sentido, é notório que os operários são submetidos a métodos de produção que visam apenas a maximização do lucro, independendo da integridade física. Portanto, com a urgência do sistema fabril, as leis trabalhistas - chamadas de CLT, no Brasil - não estão em vigor, visto que a carga horária é excedida e a remuneração é negligenciada.
Paralelo a essas constatações, é fulcral ressaltar os malefícios acometidos a essa geração imediatista, uma vez que o exigido é muito superior ao ideal. De fato, a saúde do cidadão do século XXI é debilitada em virtude da demanda de prazos estabelecidos pelas empresas, não possuindo tempo para atividades físicas, alimentação balanceada ou momentos de lazer. Outrossim, além dos distúrbios psicológicos serem iminentes nos mais diversos grupos sociais, como a depressão e a Síndrome de Bournout, as relações interpessoais estão mais frágeis e descartáveis, já afirmava o filósofo Zygmunt Baumann.
Diante dos fatos supracitados, são necessárias medidas para minimizar a defasagem do sistema trabalhista. Logo, cabe ao Ministério do Trabalho a tarefa de fiscalizar as empresas, para que todas cumpram as leis trabalhista, por meio de planos de ação, aprovados pela Câmara dos Deputados, os quais autorizem multas e restrições de funcionamento às indústrias infratoras e fortifiquem as leis já legalizadas, à vista de vigorar, em todas as instituições do país, os ideais trabalhistas e a humanidade no trabalho. Ademais, compete aos veículos midiáticos o dever de cativar na população a luta pela asseguração da CLT, por intermédio de campanhas - veiculadas nos horários das telenovelas, período de maior audiência - e outdoors, que explanem a legislação, com o fito de impulsionar a sociedade a recorrer os direitos respaldados por lei. Assim, espera-se que o pensamento de Karl Marx seja revertido na contemporaneidade.