A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 10/09/2020
No filme “Tempos Modernos” , de Charles Chaplin, é retratada a situação precária dos operários perante à Revolução Industrial, onde, os mesmos eram submetidos a uma forma de produção que tinham como único objetivo, obter lucros. Nesse contexto, é notável o quanto essa obra é atual, uma vez que, apesar dos direitos trabalhistas hoje serem mais eficazes, o fantasma da exploração ainda é presente nas relações de trabalho, seja pela falta de preocupação com o psicológico do operário ou pelas horas extras não pagas.
Em primeiro lugar, é notável o enorme descaso com a saúde psicológica do trabalhador, tendo como única importância, sua constância em produção. Sendo assim, problemas financeiros, familiares ou pessoais são tratados com desponderação pelo patrão, o que acaba ocasionando no aumento de casos de depressão, e consequentemente o suicídio. Além disso, é interessante ressaltar, a enorme influência que incita sobre o operário, a utilização de todo seu tempo livre para o trabalho, apoiando-se em uma ideia meritocrata de “quem quer, consegue”. Tal obstáculo, acarreta ao trabalhador, problemas familiares e de saúde, por não ter tempo de comer corretamente e até mesmo dormir.
Em segundo lugar, nem sempre o funcionário que trabalha além de sua jornada de trabalho normal, tem direito ao recebimento de horas extras. Na economia brasileira, por exemplo, trabalha-se em média, muito mais do que sugere a Constituição. De acordo com os dados do site “VERMELHO”, no início dos anos de 1980, cerca de 25% dos assalariados brasileiros realizavam horas extras, demonstrando mais um fator da exploração trabalhista.
Portanto, a exploração trabalhista na sociedade brasileira é, infelizmente, ainda muito recorrente. Cabe então, que o Governo garanta e amplie os Direitos trabalhista, fiscalizando seus cumprimentos com agentes que avaliem o ambiente de trabalho, proporcionando ainda, o acompanhamento de psicólogos para garantir a saúde dos funcionários.