A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 10/09/2020
A industria 4.0, conhecida como a Quarta Revolução Industrial, revolucionou o mercado de trabalho com o uso da tecnologia e da inteligência artificial. Entretanto, de acordo com um estudo publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, há uma estimativa de que no Brasil, a cada mil habitantes 1,8 trabalham além da expectativa global. Este dado alarmante, infelizmente, se dá pela crise econômica, além da normalização social. Nesse sentido, é de suma importância o debate acerca do assunto para que se possa amenizar a questão.
A princípio, vale ressaltar, que a evolução tecnológica corroborou para muitos avanços na sociedade, contudo, a exploração da mão de obra ainda é um dos principais pilares que sustentam o capitalismo. De acordo com dados publicados pela BBC News, em 2019, 5,5 milhões de brasileiros trabalhavam como entregadores, o que respondiam por 23% dos profissionais autônomos. Está triste perspectiva é atenuada pelo alto indice de desemprego, na qual cada vez mais indivíduos trabalham de ‘‘bico’’ sem ter condições mínimas e seus direitos assegurados para se manterem ativos no mercado de trabalho.
Outrossim, a ausência de criticidade facilita a exploração do trabalhador pelo dominante. Nessa lógica, em concordância com o sociólogo Florestan Fernandes, um povo educado não aceitaria as condições de miséria e desemprego a que são submetidos. Desse modo, o reconhecimento da realidade de suas garantias impediria, por exemplo, a ocorrência do aproveitamento abusivo da força de trabalho de milhares de pessoas. Nestas perspectivas, fica evidente que medidas precisam ser tomadas para aliviar este imbróglio.
Diante dos argumentos supracitados, faz-se mister que algo precisa ser feito para sanar este impecilho. Sendo assim, é necessário que o Ministério do Trabalho, por meio de verbas da União, direcione uma maior quantia monetária a Secretaria da Fazenda dos Municípios e dos Estados, para que se tenha uma maior incentivo para implementação de fiscalização e mecanismos de fácil atendimento informacional aos trabalhadores, além de uma maior aplicação de multas as empresas que apresentam irregularidades. Sobretudo, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos a Direitos Humanos em parceria com os meios midiáticos em criar campanhas informacionais a respeito dos veículos de denúncias. Feito isso, os opífices retomaram a sua autonomia e reconhecimento de seus direitos.