A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 22/08/2020

A Revolução Industrial que ocorreu nos países europeus, especialmente na Inglaterra que foi o berço industrial, teve como objetivo reivindicar melhores condições trabalhistas. Com efeito, logo, surgiu diversas leis que amparassem o trabalhador. No entanto, a exploração no meio laboral ainda é uma problemática evidente no cenário atual, tanto por falta de demandas de emprego como também pelo Estado negligente com os fatores socioeconômicos da sociedade moderna.

Em primeiro lugar, vale ressaltar, que o trabalho é o maior fator para a elevação da dignidade humana, resguardado pela Constituição nos territórios democráticos. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nos índices de desemprego. Desta forma, infelizmente, ocorre a sujeitação nas relações de trabalho, onde o empregado se torna dominado pelo seu chefe e disposto a fazer qualquer coisa para se manter em seu ofício. Faz-se mister salientar, Karl Marx, sociólogo prussiano, que evidenciou a luta de classes no século XIX e promoveu um olhar sistemático para tais questões.

Segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, no Brasil em 2017, tinha cerca de 1,5 milhão de pessoas impedidas de deixar os empregos em que trabalhavam por possuírem algum tipo de dívida com seus empregadores. Essa é uma característica de trabalho análogo á escravidão, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho. Diante de tal contexto, é visível a falta de fiscalização do Estado, principalmente em lugares rurais, que são os que mais sofrem com essa situação. Assim, a continuação deste tipo de servidão perpetuará na população brasileira.

Infere-se, portanto, que é necessário políticas públicas com o objetivo de fiscalizar a relação patrão-empregado, por meio de uma ação do Estado, para obter exito em resguardar os direitos dos trabalhadores. Além disso, o governo, com a ajuda de capital para o microempreendedor, diminuirá o desemprego e a sujeitação do trabalhador ao seu chefe.