A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 23/08/2020

De acordo com o Máximo Gorky, quando o trabalho é um prazer, a vida é bela! Mas quando nos é imposto, a vida é uma escravatura. Contudo, a exploração trabalhista não trouxe nenhum avanço a sociedade contemporânea, uma vez que há diversos abusos dentro e fora do período de trabalho. Nesse contexto, tal processo é executado por pessoas que buscam exibir sua suposta superioridade econômica, intelectual, e assim por diante, querendo assim menosprezar o outro. Sob tal ótica, esse cenário desrespeita a barreira social que um indivíduo pode impor ao outro, ao invadir os direitos.

Segundo Léon Blum, “Toda a sociedade que pretende assegurar a liberdade aos homens deve começar por garantir-lhes a existência”. De forma análoga, a ignorância que há no nosso corpo social vai de encontro com os pensamentos de Blum, dado que o poder cega as pessoas e ao invés delas verem os trabalhadores como a si mesmo, veem como um objeto de gerar lucro. Com base nisso, o uso da compreensão ao próximo deve-se inferir, visto que a falta de respeito é prejudicial para a ordem social e, por conseguinte, torna-se contestável quando executado sem consentimento.

Ademais, é valido ressaltar que, de acordo com o site “Âmbito Jurídico”, o assédio moral pode trazer muitas consequências como, crise de choro, depressão, ideias e tentativas de suicídio, dentre outras inquietações, apesar de que cada indivíduo é merecedor de uma vida feliz. Dessa forma, é notório que a prática de democracia no dia a dia de muitos “patrões” é pouco exercida e torna-se um reflexo de uma sociedade patriarcalmente branca de séculos atrás, na qual a relação entre trabalho e escravidão, prevaleciam. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem no comportamento dos usuários, sem haver a quebra de privacidade de cada ser. Logo a fim de dar um fim na exploração sobre os trabalhadores deve-se, por conta das organizações sócio-políticas de cada nação se juntarem e discutirem sobre a situação atual vivida, na qual deleguem leis que impeça a continuidade desse assédio. No entanto compete ao cidadão ficar atento com cada intolerância praticada, onde no Brasil, possui o ‘’dique 100’’, que funciona diariamente por 24 horas com o objetivo de receber denúncias anônimas envolvendo casos de intolerância, o serviço pode ser considerado o ‘’pronto socorro’’ dos direitos humanos. A partir dessas ações, o trabalho poderá sim, ser considerado como um lazer, como disse Máximo Gorky.