A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 25/08/2020

O filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin, retrata a situação dos operários durante a Revolução Industrial, na qual eles eram submetidos à uma forma de produção que tinha a obtenção de lucros como seu maior objetivo, independente das condições físicas e psicológicas dos trabalhadores. De maneira similar, nota-se que, atualmente, a exploração trabalhista é uma realidade que apresenta um desafio na sociedade brasileira, fundamentado tanto pelo descaso de parte das empresas quanto pela falta de fiscalização governamental. Logo, faz-se fulcral analisar a cooperação dessas causas para a persistência do problema.

Convém ressaltar, a princípio, que de acordo com o Artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os indivíduos nascem livres e iguais em dignidade e, também em direitos. No entanto, percebe-se que a determinação do artigo não é cumprida, tendo em vista a negligência de parte das empresas que visando apenas o acúmulo de capitais, atribuem aos trabalhadores situações precárias como jornadas exaustivas, férias não remuneradas, entre outros; negligenciando, assim, a saúde física e psicológica dos operários. Sendo assim, é fato que com maior humanização e responsabilidade das empresas, a exploração deixará de ser um problema.

Ademais, é imperativo postular que a falta de fiscalização colabora para o aumento da exploração trabalhista no Brasil. À respeito disso, segundo o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) em carta-denúncia ao Ministério do Trabalho, “sem fiscalização o mundo do trabalho volta à barbárie, instaura-se em um ciclo vicioso de precariedade, pobreza e exploração”. À vista disso, torna-se de fundamental importância o aumento e eficiência nas fiscalizações do trabalho em estado de exploração, principalmente nas regiões de maior vulnerabilidade social e áreas rurais do país. Fica evidente, portanto, que com maior inspeção, diminuirão os casos de exploração.

Diante dos fatos supracitados, torna-se imprescindível que as empresas se solidarizem com a segurança física e psicológica dos seus operários à oferecer melhores condições no ambiente de trabalho, férias e cargas horárias extras remuneradas, a fim de compactuar com os direitos humanos. Além disso, cabe também ao Ministério da Cidadania, por meio do Governo Federal, disponibilizar recursos financeiros aos órgãos de fiscalização, com o objetivo de deter a exploração trabalhista. Somente assim, o problema será solucionado e a realidade brasileira deixará de se assemelhar ao filme de Charles Chaplin.