A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 27/08/2020
Durante a Era Vargas foi aprovada a Consolidação das Leis do Trabalho(CLT),o qual ofereceu direitos aos cidadãos, como o salário mínimo,a jornada de trabalho de oito horas e férias remuneradas.Diante dessa perspectiva,analisa-se que ao partir para o cenário atual globalizado,esses direitos apesar de ainda existirem, tem sido flexibilizados e não são oferecidos à toda população.Infelizmente, empresas exploram frequentemente seus trabalhadores, cobrando alta produtividade e pouca remuneração, com intuito de gerar lucratividade.Ademais, a desigualdade social impede aos mais carentes o acesso à uma qualificação diante de um mercado muito competitivo e, consequentemente,são obrigados à aceitarem subempregos .
Nessa conjuntura,a inserção das máquinas , iniciada na Primeira Revolução Industrial, foi positiva para os detentores do meio de produção, mas substituiu e ainda tem substituído a mão de obra humana.Com isso,aqueles que já estão empregados dedicam-se exaustivamente para não serem demitidos.Segundo o filósofo Byung-Chul Han , em seu livro ‘‘A sociedade do cansaço’’ , o homem moderno é seu próprio escravo.Assim,a necessidade de destacar-se dentre seus competidores de trabalho o fez cobrar um alto desempenho de si mesmo.Sob esse mesmo prisma , urge o rompimento desse hábito cultural, debatido por esse pensador , visto que tem desumanizado os trabalhadores , ocasionado o esgotamento profissional e a geração de doenças crônicas , tais como depressão e ansiedade.
Outrossim, ao voltar-se para classes humildes do tecido social a situação é ainda mais preocupante.A condição de subemprego tem sido uma alternativa para a sobrevivência dessa parcela da população .Prova disso, encontra-se na realidade dos motoristas de empresas virtuais como Uber , Ifood e Rappi, a qual não oferece seguridades legais e nem limite de carga horária.De acordo com a pesquisa feita pelo Datafolha , 75% ficam conectados trabalhando por até quatorze horas seguidas, para tentar alcançar ao menos o valor de um salário minimo por mês.Logo,parafraseando Charles Chaplin precisamos de humanidade e não de ‘‘homens-máquinas’’, ou seja, é preciso garantir cidadania , seguridade e lazer para trabalhadores nessas condição de precariedade.
Entede-se,portanto,que cabe ao Ministério do Trabalho,definir medidas legais de proteção em relação à essas novas plataformas.Assim como também,propor fiscalização mais rígida das condições trabalhistas dos brasileiros.Além disso,urge da própria sociedade civil propor debates e textos nas redes sociais, em páginas como ‘‘Quebrando Tabu’’,com intuito de gerar criticidade entre os cidadãos para combater uma cultura de excessiva cobrança , e cobrar das empresas a garantia de seus direitos.