A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 29/08/2020
No período de colonização no Brasil, a escravidão foi nutrida pelos interesses individualistas da corte portuguesa e mantida na sociedade contemporânea pelos comerciantes, com um novo modelo a “escravidão moderna”. De certo, que essas práxis violam a dignidade humana e fomentam a hierarquização capitalista. Diante disso, deve-se avessar esse quadro.
Em primeiro plano, a Constituição Federal de 1988 trouxe consigo um princípio universal, a “dignidade humana”, ou seja, foi a responsável por impedir a “coisificação”, isto é, colocação de indivíduos a condição de coisa. Segundo Immanuel Kant, filósofo da era moderna, indivíduos não podem ser tratados como coisas, pois diferem-se desses, porque os mesmos não portam valores - como objetos de trocas, e sim dignidade. Contudo, as longas jornadas de trabalho apenas certificam que a sociedade moderna gira entorno de " produzir mais, para lucrar mais", o que consequentemente favorece o patrão e coloca o empregado em condições não humanas.
Em segundo lugar, a estratificação social em civilizações capitalistas comprovam que a base da pirâmide, composta por trabalhadores, tem mantido um crescimento constante, o que legitima uma “hierarquia moderna”. De acordo com Karl Marx, sociólogo e economista, o individuo troca a sua força de trabalho por dinheiro, o que sustenta o lucro do empregador e cada vez mais desfavorece o empregado, que está alienado aquela função. Portanto, a ascensão social da classe de baixo poder aquisitivo é apenas uma utopia, pois as longas jornadas de trabalho inibem que os mesmos possam estudarem, condicionando-os a essa situação.
Infere-se, que as cidades modernas são baseadas no singularismo. Com isso, cabe ao Poder Federal, intensificar a fiscalização das condições trabalhistas, com visitas à estabelecimentos comerciais e promover um aumento no valor de bolsas para estudantes. Resultado disso, é uma queda na exploração do trabalho e mais equivalência em oportunidades.