A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 28/08/2020

A Primeira Revolução Industrial, que teve início no século XVIII, compreende o período em que o modo de produção manufatureiro foi substituído pela maquinofatura, ou seja, não era mais necessário a utilização de muitos operários para uma única função manual, tendo em vista que apenas uma pessoa conseguiria fazer isso sozinha manuseando uma máquina. Esse evento ocasionou à queda do salário do trabalhador e o aumento da jornada diária de trabalho. Na sociedade contemporânea, apesar dos direitos trabalhistas serem garantidos pela lei CLT no Brasil, a remuneração do proletariado continua precária. Então, cabe pontuar a ascensão do capitalismo e a falta de consciência de classe dos cidadãos como fatores principais da exploração trabalhista na sociedade moderna.

Primeiramente, é importante salientar que, no sistema capitalista, a constante procura por obtenção de lucros pela classe dominante não visa a saúde mental e/ou física do proletário. Como citado pelo filósofo Friedrich Engels, os que trabalham no sistema burguês não lucram, e os que lucram não trabalham. Seguindo por essa perspectiva, os burgueses exploram o máximo dos seus empregados,  como sua força física ou intelectual, pagando muitas vezes um valor inferior do adequado. Esse fato afeta diretamente na vida dos trabalhadores, que atuam mais do que deveriam e recebem um valor mínimo por isso, podendo resultar em problemas graves de saúde e também insatisfação no emprego.

Ademais, a falta de consciência de classe por parte do proletariado auxilia na manutenção desse regime capitalista, que explora de forma desumana a força de trabalho de inúmeras pessoas. Seguindo o raciocínio do filósofo Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Então, o conhecimento sobre a realidade dos trabalhadores poderia impedir que tais abusos ocorram. Outrossim, segundo dados divulgados pelo Observatório Digital do Trabalho Escravo, entre os anos de 2003 e 2018, cerca de 45 mil pessoas foram resgatadas de trabalhos análogos à escravidão no Brasil. Desse modo, é evidente como a falta de senso crítico dos indivíduos atuam na disseminação dessa problemática.

Dado o exposto, é indiscutível que medidas devem ser tomadas para solucionar esse problema. Então, o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério do Trabalho devem executar campanhas nas redes de ensino estadual e federal, abertas para toda a comunidade, com o intuito de desenvolver o conhecimento crítico dos cidadãos, principalmente relacionado às leis trabalhistas. Tal ato deve ocorrer por meio de palestras, debates e seminários com profissionais da área, como sociólogos, que irão orientar os indivíduos sobre relações de trabalho não-abusivas. Dessa maneira, a classe dos proletários terá consciência sobre tais situações que são expostos no emprego e a exploração por parte da burguesia será combatida.