A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 01/09/2020
Jacó, personagem emblemático da Bíblia Cristã, trabalhou por sete anos para seu, então, futuro sogro, com base na promessa de que ao fim desse período, ele receberia como recompensa o direito de se casar com a mais bela de suas filhas,porém, depois de concluir tal feito, Labão usufruiu da mão de obra de seu empregado e não cumpriu com sua palavra. Ao se projetar esse cenário em uma sociedade contemporânea, nada se distingue, mesmo após mais de cinco mil anos.
Grandes empresas, muito consumidas pela classe trabalhadora, tem tido seus métodos de produção expostos pelas mídias. Em 2012, o jornal estadunidense “The New York Times” expôs que a maior empresa de capital aberto do mundo, Apple, usufruía desde menores de idades em jornadas exaustivas ao desrespeito de normas, causando diversas mortes.
Mesmo diante de tal situação, esse dilema ainda está longe de ser resolvido. Os países, de maioria asiáticos e emergentes, concedem tais direitos às multinacionais, pois tem em vista o crescimento que isso pode trazer para o local. As empresas escolhem estas regiões pois, devido ao fato de serem originarias de grandes potências, a mão de obra em sua terra natal é considerada superfaturada. No Brasil, o mesmo ocorre, pois maioria dos “escravos modernos” estão localizados em fazendas no cerrado, onde se concentram os grandes exportadores de carne do país.
Diante de tais fatos, cabe a união de empresas que combatem o trabalho escravo, como a Adidas, e as grande potências, que pregam a liberdade econômica, para que se realize um apelo mundial, capacitando tais pessoas subjugadas à exploração, a terem sua força de trabalho tão valorizadas quanto seus iguais, que trabalham bem menos.