A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 09/09/2020

Com a chegada da Revolução Industrial houve uma série de mudanças tecnológicas e sociais. Uma característica marcante desse acontecimento histórico é a longa jornada de trabalho e o abuso a que os operários eram submetidos. Paralelamente, a exploração trabalhista é uma mazela na contemporaneidade. O desemprego e a baixa atuação governamental são fatores que corroboram para a persistência da inércia.

Em primeiro lugar, cabe mencionar que grande parte desses trabalhadores encontram no trabalho informal a única alternativa de emprego, tendo em vista que, com o advento da globalização e da melhoria dos meios de produção, o mercado de trabalho exige cada vez mais uma mão de obra qualificada. Dessa forma, uma pesquisa realizada pelo jornal El País, apontou que 59% dos entrevistados alegaram recorrer a esse ramo do trabalho devido o desemprego.

Ademais, segundo o filósofo germânico Hegel, o Estado é pai do povo e cabe a ele cuidar de seus filhos. Consoante a isso, a Constituição de 1988 - lei máxima e suprema do Brasil - garante o bem-estar da população e direitos trabalhistas. Conquanto, ainda de acordo com o El País, a situação dos milhões de jovens que trabalham em jornadas que muitas vezes ultrapassam 24 horas e recebem menos de um salário mínimo, evidencia que esses direitos não são desfrutados de forma plena.

Averigua-se, desse modo, que medidas efetivas precisam ser tomadas para minimizar a questão. O Governo Federal deverá criar programas gratuitos, como cursos técnicos, para jovens de baixa renda, a fim de prepará-los para um mercado de trabalho exigente. Tais programas também devem buscar incentivar por meio de palestras e ajudas financeiras o ingresso desses indivíduos em cursos superiores, formando profissionais cada vez mais capacitados e prontos para as novas demandas em cargos.