A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 20/09/2020

A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, promete, em suas disposições, a consolidação de um Estado justo, democrático e igualitário. No entanto, quando se fala da exploração trabalhista na sociedade moderna, percebe-se que essas garantias constitucionais não se afirmam completamente no presente, visto que esse é grave problema social, que se sustenta pela falta de ações governamentais e pela ausência de consciência social. Diante disso, é imprescindível o debate e resolução dos impasses.

Em primeiro plano, é fulcral pontuar que a afirmação de Abraham Lincoln que diz que “a política é serva do povo e não o contrário” se relaciona fortemente com a temática. Isso, porque o Poder Público não serve a população com ações, planos e metas que deem acesso a melhores condições de trabalho e impeça que os trabalhadores tenham sua profissão valorizada e promovam ainda mais segregação social. Desse modo, é fácil perceber que sem uma política comprometida, com cita Lincoln, esse tipo de situação irá se perdurar, haja vista que a atuação governamental é primordial para se desenvolver cenários melhores. Assim, é inegável que essa lacuna estatal é uma das causas do revés.

Ademais, a ideia de massificação social defendida por Hanna Arendt, em sua obra “Banalidades do mal” se liga secundariamente à situação. Com efeito, a filósofa reflete sobre o processo coletivo onde todos os indivíduos possuem os mesmos padrões de gostos e comportamentos e são ausentes de consciência crítica. Nesse sentido, verifica-se que, em razão disso, as pessoas não entendem que o acesso às leis trabalhistas,é um direito social e que ele tem papel fundamental na base da sua formação cidadã e, por isso, não há reivindicação desse privilégio. Portanto, devido à relevância do assunto, faz-se necessário uma mudança na mentalidade social como forma de combater os efeitos apresentados por Hanna.

Logo, é evidente a necessidade de intervenção na carência de coletivização do mercado de trabalho. Para tanto, o Ministério da Justiça deve promover uma campanha de conscientização social, por meio das escolas e universidades para combater a alienação social sobre o tema .Tal campanha deve ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para que se apresentem as principais questões do tópico, com a finalidade de minimiza-lo e de instigar o Estado a aplicar ações governamentais cabíveis para a resolução do impasse.