A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 23/09/2020

No filme ‘‘Tempos Modernos’’, Charles Chaplin demonstra a exaustiva rotina de trabalho nas linhas de montagem americanas, retratando de maneira evidente a exploração trabalhista imposta pelo Fordismo na década de 30. Fora da ficção, a exploração do trabalho prevalece no Brasil, dessa maneira, tal prática ultrapassa as barreiras dos direitos humanos e da democracia. Logo,  a exploração laboral decorre da flexibilização das leis que protegem o trabalhador e do aumento da inflação.

Em primeiro lugar, o Estado, de caráter capitalista, adota políticas que aumentam os benefícios do patrão e excluem os direitos dos empregados. A doutrina do Liberalismo econômico, proposta por Adam Smith em 1976, defende que as leis do trabalho devem ser flexibilizadas, como uma maneira de aumentar a produção e garantir a manutenção das indústrias. Nesse sentido, o Brasil, caracterizado como um país Liberal, acaba segregando os direitos do trabalhador, gerando uma rotina de trabalho exaustiva e de baixa remuneração, em virtude de um crescimento econômico e uma maior produção interna. Logo, tal panorama social e político deve ser reajustado com ações do Ministério do Trabalho.

Em segundo lugar, perante ao exposto, vale ressaltar que, de 2019 para 2020, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registrou um aumento de 1,73% na  inflação do Brasil. Dessa forma, o aumento no preço dos produtos no mercado interno faz com que a população necessite trabalhar cada vez mais para garantir a sua alimentação. Por conseguinte, muitos entregadores que trabalham por aplicativos (Ifood, Uber Eats, etc.), acabam realizando jornadas extensas de entregas, devido à baixa remuneração por cada serviço prestado. Sendo assim, para garantir jornadas adequadas e que acompanhem o aumento da inflação, deve-se valorizar o preço das entregas.

Portanto, diante ao que foi retratado, a exploração trabalhista no Brasil está ligada às políticas que beneficiam as indústrias e ao aumento da inflação, fazendo com que entregadores executem jornadas exaustivas de trabalho por uma baixa remuneração, sendo assim, tal panorama deve ser mitigado pelo Estado. A priori, o Ministério do Trabalho deverá reformular as leis trabalhistas brasileiras, aderindo uma jornada trabalhista de 8 horas diárias e garantindo o pagamento do salário mínimo, logo, os ideais de Adam Smith serão reformulados, garantindo a produção interna e o bem estar do trabalhador. Ademais, cabe ao Ministério do Comércio reajustar as taxas recebidas pelos entregadores, diminuindo os  impostos sobre os aplicativos, sendo assim, permitindo que os mesmos aumentem o valor pago aos entregadores.