A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 30/09/2020

São Thomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, a questão da exploração trabalhista na sociedade moderna contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de abusos constantes. Desse modo, em razão não só da escassa abordagem da conjuntura, mas também do legado histórico, emerge um problema complexo que precisa ser resolvido.

Em primeira análise, é preciso salientar que o silenciamento é perpetuador da problemática. Segundo o filósofo Foucault, na sociedade pós-moderna vários temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno da exploração de trabalhadores, no Brasil hodierno, que tem sido silenciado. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida. É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados.

Além disso, outra causa para a configuração do problema é o legado histórico. De acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, a exploração trabalhista na sociedade contemporânea, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas ao passado brasileiro, o que dificulta ainda mais sua dissolução. Logo, medidas estratégicas são imprescindíveis para alterar esse cenário.

Isso posto, uma intervenção faz-se necessária. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com as prefeituras, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre a exploração trabalhista na sociedade moderna no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Ademais, tais encontros não devem se limitar aos alunos, mas serem abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas ao problema e se tornem cidadãos mais atuantes na busca por resoluções. Dessa forma, a proposição de Foucault se tornará menos aplicável à realidade brasileira atual.