A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 16/10/2020

Com o advento da Revolução Industrial, inúmeras transformações ocorreram no cenário mundial, como exemplo, a ascensão do trabalho coletivo na esfera industrial. Analogamente, no Brasil, vivencia-se uma maior procura por trabalhos remunerados. Entretanto, é vigente o impasse referente a exploração trabalhista em pleno século XXI. Dessa maneira, é necessário discutir os efeitos das imposições do contratante, o qual exige um aperfeiçoamento gradativo do profissional contratado, bem como a disposição deste em longas jornadas trabalhistas.

É relativo abordar, primeiramente, que é indispensável o aperfeiçoamento constante do profissional. Nesse contexto, no livro “A Riqueza das Nações’’ do autor Adam Smith, aborda a necessidade em valorizar o trabalho e  a liberdade plena, desde que essa não interfira na liberdade dos outros indivíduos. No entanto, essa utópica valorização não é muito atuante na esfera social, uma vez que o contratante pouco se atenta a precisão referente ao tempo de dedicação que o contratado carece para aprimorar seu serviço. Desse modo, o trabalhador estando muito sobrecarregado de afazeres pode não suprir as demandas do seu emprego e, consequentemente, fica a mercê de uma possível demissão.

Outrossim, destaca-se as excessivas jornadas de trabalho, as quais comprometem o tempo disponível para que o individuo possa se descontrair. Nesse cenário, é válido relembrar os direitos asseguradas pela Constituição Federal de 1988, a qual por meio das Leis Trabalhistas, defende e assegura o descanso remunerado e o registro em carteira de trabalho, como propósito. Contrariando isso, verifica-se que empresas privadas como o “Ifood”, não responsabiliza-se em garantir os direitos previstos na Lei. Dessa forma, o índice de trabalhos escravagistas tende a crescer exponencialmente, porque o indivíduo fica impossibilitado de questionar sua situação mediante a crise econômica que está instaurada no País e, por isso, prioriza a vaga de emprego em detrimento do seu  bem-estar pessoal.

Depreende-se, portanto, a urgência em mitigar a exploração trabalhista na contemporaneidade brasileira. Posto isso, é essencial que o Ministério Público do Trabalho (MPT) fiscalize irregularidades nos sistemas de contrato por todo o País, com o objetivo de cessar o não cumprimentos dos direitos descritos nas Leis Trabalhistas e, por consequência, punir quem estiver em desacordo com a vigente Lei. E, isso é importante, porque atuará em defesa dos trabalhadores –isto é, a classe negligenciada na questão —, por meio de ouvidorias virtuais e presenciais em espaços públicos de ofício governamental, fortificando a importância em denunciar e exigir melhorias no setor de serviços do contratante. Assim sendo, a parceria do governo, coletividade e proprietários de algum negócio privado é crucial para que  se encontre uma solução para o bem-estar dos trabalhadores, como também o avanço econômico.