A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 08/10/2020

No filme: “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, é retratado operários em um trabalho extremamente precarizado. Infelizmente, a narrativa não destoa da realidade atual, na qual não só pessoas de baixa especialização, mas principalmente elas, vêm sofrendo em trabalhos instáveis, com baixos salários e uma carga horária extensiva, por efeito da hierarquia social e econômica, acarretando em altos índices de exploração trabalhista.

Em primeira análise, é evidente o fato de que na atualidade, se preocupar com o operário não é o que traz lucros aos dirigentes. De maneira análoga, segundo Karl Marx, a economia é à base da infraestrutura. Nesse sentido, os valores morais são perdidos, agravando em um sentimento de irresponsabilidade por parte dos proprietários, que acabam explorando seus empregados.

Ademais, devido à excessiva exploração trabalhista, os trabalhadores, principalmente de baixa especialização, vêm se deteriorando em trabalhos precários. Desse modo, segundo Michel Foucault, o poder articula-se em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, os quais aumentam a subordinação. Nesse viés, empregados acabam tendo que se subordinar a uma carga horária extensiva, com uma falta de segurança e com salários visivelmente baixos pelo medo de desemprego, sendo cada vez menos valorizados.

Portanto, urge que medidas sejam tomadas com o intuito de se atenuar o problema discorrido. Ao Estado, é de extrema importância que tome atitudes contra a precarização do trabalho contemporâneo, por meio da criação de leis mais dinâmicas. Sendo assim, não podendo haver mais prejuízos para com os trabalhadores, tendo salários mais justos, segurança garantida e horários regulados, com a finalidade de frear a exploração trabalhista na sociedade moderna, assim como é representado no filme “Tempos Modernos”.