A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 11/10/2020

A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) no Brasil, criada no governo de Getúlio Vargas, foi um marco para a classe trabalhista do país, formalizando os direitos e deveres da classe. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão do cumprimento da legislação, podendo ser observadas longas jornadas laborais e a má remuneração dos trabalhadores. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da insuficiência legislativa e dos interesses financeiros. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

Em primeiro lugar, é preciso atentar para a insuficiência legislativa presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima do filósofo Hegel de que o Estado deve proteger seus filhos cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a manutenção de relações trabalhistas conflituosas e que prejudicam os empregados, que muitas vezes se submetem à jornadas de trabalho excessivas, sem uma remuneração condizente com a sua formação e função, e continuam aceitando essa situação com medo de perderem o emprego. Tais fatos permanecem na sociedade brasileira devido à impunidade de grandes empresários, beneficiados pelas brechas das leis no país.

Em segundo lugar, a exploração trabalhista na modernidade encontra terra fértil nos interesses financeiros de empregadores particulares. Na obra do filósofo e sociólogo Karl Marx, ele defende que “Num mundo capitalista a busca pelo lucro ultrapassa os valores éticos e morais. Em virtude disso, percebe-se uma relação de trabalho conflituosa, que beneficia apenas um lado, sendo o trabalhador sujeito à exploração para alcançar o lucro de grandes empresários. Assim, segue-se com episódios de abusos aos empregados, mantendo o cenário de superexploração laboral.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para se alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério do Trabalho e Emprego deve desenvolver palestras em sindicatos de trabalhadores, por meio de rodas de conversa com profissionais da área, bem como especialistas no assunto, abordando os direitos e deveres dos trabalhadores. Tais debates devem ser também webconferenciados nas redes sociais do ministério, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a exploração do trabalhador na sociedade moderna. Por fim, ressalta-se a relevância de resolver a problemática no momento atual, pois, como defendeu Martin Luther King: " Toda hora é hora de fazer o que é certo”.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério do Trabalho e Emprego juntamente com outros órgãos fiscalizadores devem desenvolver companhas informativas de divulgação da legislação trabalhista aos empregados, de modo que eles possam estar cientes de seus direitos e deveres de forma clara e com linguagem acessível, para serem capazes de  denunciar os empregadores que não estiverem cumprindo a legislação. Tais campanhas devem ser divulgadas também pelas redes sociais, com o objetivo de trazer mais lucidez ao tema e atingir um público maior. Assim, ressalta-se a relevância de resolver a temática no momento atual, pois, como defende Martin Luther King: “Toda hora é hora de fazer o que é certo”.