A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 16/10/2020

Ao longo do processo de formação da sociedade, a exploração trabalhista consolidou- se em diversas comunidades. No descobrimento do Brasil, por exemplo, os portugueses obrigavam os índios a trabalharem para eles e, em troca, os presenteavam com “bugigangas” trazidas da Europa. Relações semelhantes à descrita – com base nos interesses – continuam acontecendo até hoje. Desta maneira, cultivam a desigualdade social entre as pessoas. Além disso, faz-se de extrema importância abordar o grave problema emocional causado pelo abuso dos indivíduos em seus empregos.

Nesse contexto, é importante observar os detalhes sobre ligações profissionais que afetam inquestionavelmente de modo negativo os empregados. Pormenores esses expostos no livro de Leonardo Sakomoto, “Escravidão Contemporânea” , onde o autor evidencia as condições desumanas e as torturas psicológicas e físicas que os operários são obrigados a enfrentar para garantir um salário, o qual, na maioria das vezes, estará abaixo do valor mínimo especificado na Constituição Federal.

Outrossim, torna-se indiscutível que os vínculos entre empregado e empregador sofreram mudanças durante a Revolução Industrial. Fato esse comprovado no filme “Tempos Modernos”, arte cinematográfica que exibe as dificuldades encaradas pelos servidores após transformações na área fabril, bem como ao analisar-se o pensamento do sociólogo Karl Marx, expresso na seguinte frase: “Na manufatura e no artesanato, o trabalhador usa a ferramenta; na fábrica ele é um servo da máquina”. Portanto, diante dessas reflexões, é possível verificar que os subalternos passam há vários anos por uma notória injustiça, tanto no âmbito de condições para exercer sua função, quanto na remuneração recebida pelas atividades por eles realizadas.

Frente às discussões apresentadas, estabelece-se com caráter de urgência a necessária intervenção do Estado, por meio do Ministério do Trabalho, e este, por sua vez, utilizar-se-á da fiscalização das formas de serviços utilizadas pelas empresas no Brasil, garantindo assim o mínimo de oportunidade adequada para os contratados exercerem seus deveres. Ademais, é primordial a criação de parcerias público-privadas, com intuito de incentivar e facilitar o acesso dos funcionários ao estudo, ajudando dessa forma, na diminuição da discrepância entre os seres humanos, bem como na redução dos malefícios dos elos trabalhistas abusivos.