A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 30/10/2020
A Revolução Industrial, período histórico marcado pela mecanização do trabalho, gerou consequências como: urbanização e exploração do proletariado. Com isso, muitos movimentos operários surgiram com o objetivo de garantir melhorias nas condições de trabalho. No Brasil, as leis trabalhistas só foram elaboradas no governo de Getúlio Vargas e estão inseridas desde a constituição de 1934. Entretanto, a realidade presenciada pelos trabalhadores modernos é completamente diferente daquela que esta na lei, longas jornadas de trabalho e salários baixos são cada vez mais comum. Essa “escravidão moderna” tem criado trabalhadores exaustos e alienados.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função das longas jornadas de trabalho, o trabalhador vive uma exaustão física e psicológica. O sociólogo Max Weber em sua obra, “Ética protestante e o espírito do capitalismo”, aborda sobre as origens do modo de produção capitalista. Para o estudioso a religião Calvinista possui características semelhante a esse sistema, pois, ambos valorizam o trabalho. Para João Calvino e seus seguidores o trabalho dignifica o homem e lhe capacita para viver uma vida espirituosa. Contudo, essa exploração trabalhista moderna gera consequências, segundo Karl Marx as relações de trabalho atuais criam o “fetichismo da mercadoria”, isto é, a mercadoria passa a valer mais do que o próprio ser que a produziu, assim, o trabalhador é desvalorizado dando espaço para a exploração.
Em segundo lugar, é válido analisarmos a alienação que os trabalhadores modernos estão sofrendo. Para Karl Marx o indivíduo que trabalha longas jornadas não possui tempo para se informar sobre o que esta acontecendo na sociedade, deste modo, o sistema passa a controlar os trabalhadores. Por essa análise, o trabalhador moderno não tem tempo para estudar e acaba tendo que se submeter a empregos desumanos, tendo em vista que os “mais dignos” exigem capacitação e estudo.
Portanto, é fundamental que o Estado tome providências para que não prorrogamos a exploração trabalhista. Para isso, o Ministério do Trabalho, por meio de fiscalizações, deve punir empresas que não respeitem os direitos previsto na constituição. Somente assim, teremos trabalhadores menos exaustos e com disponibilidade de tempo para especializar-se para o mercado de trabalho. Deste modo, nossa sociedade rompera com os padrões de exploração semelhantes aqueles que houve na Revolução Industrial.