A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 09/11/2020
No desenrolar da série “Coisa mais linda”, é retrata a história de uma empregada doméstica, a qual sofre muitos casos de maus-tratos e tratamentos desrespeitosos. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em consideração que, na sociedade moderna, várias pessoas são vítimas de uma negativa exploração trabalhista. Nesse sentido, essa situação, que precisa ser premente combatida, provém não só da omissão do estado, mas também da imprudência dos gestores de empresas. Primeiramente, cabe avaliar que a falta de medidas para enfrentarem o serviço em condições não humanas é um grave problema governamental. Tal feito ocorre, pois, ainda que na Constituição Federal de 1988 seja previsto o direito ao bem-estar social, a ausência de ações, como as campanhas, as quais retratem o danos na saúde dos indivíduos que trabalham forçadamente e sem horário de descanso, impede que esse direito, na prática, seja plenamente exercido direito. Nesse âmbito, nota-se uma quebra do Contrato Social, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma que é dever do Estado manter a ordem e assegurar o cumprimentos das leis. Contudo, verifica-se que o atual contexto se mostra distante da realidade proposta pelo pensador, tendo em vista que muitas pessoas, em troca de alimentos e moradias, fazem serviços exaustivos com duração de longos períodos. Por conseguinte, isso pode ocasionar males, por exemplo o desgaste do corpo e da mente.
Ademais, é possível observar a busca pelo ganho pessoal acima de tudo como uma das responsáveis pelo impasse. Consoante o filósofo e sociólogo Karl Marx, a priorização do bem pessoal em detrimento do coletivo incorre no aparecimento de inúmeras dificuldades para a sociedade. Desse modo, verifica-se que esse contexto se aplica ao contemporâneo, visto que alguns donos de grandes empresas e de lojas de departamentos exploram a mão de obra e pagam baixos salários aos empregados, os quais não são suficientes para o próprio sustento, em prol do próprio benefício, sem se preocuparem com a vida social dos trabalhadores, apenas para aumentarem a produção e o lucro. Tal fato é demonstrado em uma reportagem do site “El País”, o qual afirma que um jovem que trabalha em uma rede de aplicativos, durante 14 horas diretas de trabalho, recebeu apenas um salário e meio, capital que não foi suficiente para pagar as contas da sua casa.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução da problemática. Assim, compete ao Ministério da Família, da Mulher e dos Diretos Humanos - responsável pelos direitos nessa área - promover debates, cujo tema, em detalhe, seria “todos juntos para combater a exploração no mercado de trabalho”. Isso deve ser feito por meio das redes midiáticas do Governo Federal. Essa ação possui a finalidade de conscientizar os indivíduos a respeito do quanto o trabalho forçado e desumano pode ser prejudicial.